28 de nov. de 2014

JOGO DA RODADA | Bahia x Internacional


Até antes da última rodada, pelo menos seis times lutavam por vagas na Libertadores, e mais o Cruzeiro que, praticamente campeão, também faz parte da briga. São Paulo, quase garantido, Corinthians e Grêmio, jogaram e deixaram o Timão com mais chances, o Internacional, que venceu no último minuto, o Atlético-MG, que ainda não tinha vencida a Copa do Brasil, e o Fluminense, que estava praticamente fora, mas matematicamente com possibilidades.

Lá embaixo, a disputa pela vaga na Série B também era intensa e formada por mais times que do outro lado da tabela: Coritiba, que venceu o Palmeiras, que também faz parte dessa lista, Chapecoense, que venceu o Internacional por 5x0 e o Fluminense por 4x1 e ainda assim consegue brigar pelo rebaixamento, a dupla baiana Bahia e Vitória, o grande da vez Botafogo, Criciúma, já caído, e Figueirense, que se salvou na última rodada.

De um lado, os felizes. Do outro, os desesperados.

De 20 times, 14 disputaram uma vaga na Série B ou na Libertadores.

No total, por um bom tempo, eram pelo menos 14 times lutando por alguma de verdade. Seis pela América e oito pelo Brasileirinho. Outros cinco times disputaram “amistosos” por boa parte do campeonato.

O campeão: Cruzeiro.
Rumo à Libertadores: São Paulo, Corinthians, Grêmio, Atlético-MG, Internacional e Fluminense.
Na meiuca: Flamengo, Sport, Goias, Santos e Atlético-PR.
Os condenados: Coritiba, Palmeiras, Chapecoense, Vitória, Botafogo, Criciúma, Bahia e Figueirense.

Considerando que são dez jogos por rodada, as chances desses times lutando por alguma coisa - de verdade - se encontrarem eram altas. Por isso, toda rodada ficou dividida em: confronto direto ou cima-contra-baixo. Na rodada passada, por exemplo, o Coritiba venceu o Palmeiras, enquanto o Corinthians derrotou o Grêmio.

O Coritiba venceu o Palmeiras, e o Corinthians o Grêmio.

Em outra rodada, Fluminense enfrentou o Botafogo no Maracanã e São Paulo e Palmeiras duelaram no Morumbi.

A 37ª Rodada tem a assinatura “cima-contra-baixo” (Internacional x Palmeiras, Cruzeiro x Chapecoense, Bahia x Grêmio, Atlético-MG x Coritiba e São Paulo x Figueirense), com um “confronto direto” (Fluminense x Corinthians).

Entretanto, de sexta-feira, 21, até ontem, 26, depois da final da Copa do Brasil tudo mudou. O Cruzeiro foi campeão, o Atlético-MG venceu a Copa do Brasil, o São Paulo se garantiu na Libertadores, o Fluminense praticamente está fora do G4 e o Corinthians praticamente dentro.

Por isso, nesses muitos jogos que envolvem interessados de verdade no Campeonato Brasileiro, que foram destacados na lista acima, poucos entram realmente para disputar o tudo ou nada, exceto em dois jogos: Bahia x Grêmio e Internacional x Palmeiras.

A tendência de ser o Jogo da Rodada é do “confronto direto” dos postulantes ao G4, mas não é o caso de nenhum dos dois jogos.

Mas calma, eu tenho a solução! Levando em consideração que Internacional pode empatar e continuar no G4 e o Palmeiras pode pensar “bom, vencer o Inter no Beira-Rio é difícil, e estamos a um ponto do Vitória, que joga em Manaus contra o Flamengo... acho que o empate pode ser um bom negócio para nós também”, esse jogo pode ser menos dramático.

Diferente de um Bahia que, se realmente sonha em ficar na Série A, precisa vencer os próximos dois jogos, e de um Grêmio a quatro pontos do G4 com seis em disputa. Esse é o jogo da rodada: Bahia x Grêmio, domingo, 30, às 19h30, na Fonte Nova. 

26 de nov. de 2014

3 PONTOS | Times da NBA que vale a pena assistir

Existem dois tipos de fãs da NBA no Brasil: os que pagam o pay-per-view da liga, pelo NBA Game Time, a módicos R$ 50 (arredondando), e os que precisam aguardar ansiosamente quais serão as transmissões de ESPN e Space.

Vamos fingir que nesse mundo não existem sites piratas para assistir todos os jogos de graça.

Para o primeiro grupo: parabéns, vocês investem bem seu dinheiro. Para o segundo grupo: fique esperto, pois alguns jogos podem ser melhores do que vocês imaginam.

Em algumas partidas você pode ter certeza que você vai valer a pena investir seu tempo para assistir o melhor basquete do mundo. O Direto da Torcida mostra para você três times que vale a pena conferir os jogos, não importa o que aconteça ou quem enfrentem.

Para a escolha, têm-se os seguintes critérios: (1) Os jogadores. Os atletas em quadra fazem toda a diferença nesse ranking. (2) Chances de vencer. Se os jogadores são o principal motivo, é de se esperar que você queira que eles joguem bem. (3) O time. A razão para tirar Kobe Bryant dessa lista.

Sem mais delongas.


1 | Cleveland Cavaliers


A reposta é sim se sua pergunta foi: (a) Nessa lista? Mas o Cavaliers não está com 6V e 7D na temporada? (b) Nessa lista? Mas o Cavaliers não tem perdido todos os jogos importantes até agora? (c) Nessa lista? Mas o Cavaliers não é o time que todo mundo diz que está jogando mal? (d) Nessa lista? Cleveland? Sério?

Por favor, continue com esperanças. As coisas podem mudar. Não desista ainda. Acredite.

O que eu quero dizer com as frases de autoajuda acima é continue com esperanças que LeBron James pode ser o MVP da temporada, que Kevin Love pode estar na seleção da temporada e que Kyrie Irving será um dos melhores jogadores.

As coisas podem mudar quando você tem o melhor jogador de basquete do mundo. Não só isso, um atleta inteligente, que sabe vencer e já passou pela mesma situação no início no Miami Heat. No primeiro ano, eles começaram mal e terminam com o vice.

Não desista ainda e lembre-se que além do trio principal, o time tem Shaw Marion, campeão com o Dallas, Dion Waiters, bom arremessador, Tristan Thompson, tem jogado bem dentro do garrafão, e o nosso ANDY VAREJAO! É sempre bom ter um brasileiro. (Por favor não se machuqueeee!)

Acredite, o Cavaliers jogando excelente, muito bom, normal, ruim, ou péssimo, todo mundo vai falar deles. Então assista, pelo menos para estar por dentro.


2 | New Orleans Pelicans


Em duas palavras é possível definir por que é tão legal assistir um time que mal chega aos playoffs, precisou mudar de nome recentemente para tentar ganhar mais destaque e nunca teve um grande jogador: Anthony Davis.

Se você não o conhece, ele é aquele que todo mundo diz que será o futuro MVP-que-não-se-chama-LeBron-James-ou-Kevin-Durant, aquele que já bloqueou dois jogadores na mesma jogada, aquele que tem média de 26.3 pontos.

Quando você assiste jogos do LeBron James, Kevin Durant, Kobe Bryant, você já sabe o que esperar. Cada um tem sua característica e qualidades.

Agora, quando você assiste a jogos de Anthony Davis, existe uma expectativa de algo diferente, pois ele ainda está desenvolvendo o jogo dele. Esse é apenas o terceiro ano dele na liga! Anthony Davis te oferece bloqueios, arremessos e enterradas. Pode garantir.

Sem esquecer que ele tem um time ‘bonzinho’: Tyreke Evans, Ryan Anderson, Omer Asik, Eric Gordon e Jrue Holiday.


3 | Golden State Warrios


Pelos jogadores, Cleveland Cavaliers. Pelo jogador, Anthony Davis. Falta um time. O melhor time é o que está vencendo? Sim, mas vamos estender além de simplesmente escolher o primeiro lugar. Lembre-se: a lista não é sobre os melhores times, e sim os que valem a pena assistir.

Quem são os cinco melhores colocados na NBA no momento: Memphis Grizzlies, Toronto Raptors, Golden State Warriors, Portland Trailbrazers e Houston Rockets.

Vamos trabalhar com aquela ferramenta muito utilizada em provas de múltipla escolha, a exclusão. Analisando cada um, podemos chegar ao melhor. Cada time tem suas qualidades para estar em primeiro, mas características que não agradam aos olhos. (É importante dizer que não é chato assistir os outros, e sim que tem o melhor entre esses).

Memphis Grizzlies: É muito difícil ser um time interessante e atraente quando seus dois melhores jogadores atuam perto do garrafão. Embora Marc Gasol seja um jogador extraordinário, não consigo dizer que ele tem qualidade de MVP.

Houston Rockets: Falta algum detalhe nesse time que impede de estar nessa lista. Talvez o fato do pivô ser um dos melhores jogadores (nunca é um bom sinal para atrair público) ou esse mesmo pivô estar machucado constantemente.

Portland Trailblazers: Apesar de ser um grande time, muito divertido de assistir. Tem um grande jogador: sim, LeMarcus Aldridge. Tem um bom time: sim, Lillard, Batum e Matthews. Tem chances de vencer: não todos os jogos. Por isso, existe um time melhor para essa lista.

Toronto Raptors: Kyle Lowry e Demar DeRozan, parabéns. Vocês estão jogando muito bem e colocam o time do Canadá em primeiro lugar na Conferência Leste. Mas vocês não têm material para MVP.

Sobra o Golden State Warrios, que apesar de entrar na lista por esse método sacana (exclusão), está aqui por me-re-ci-men-to. Stephen Curry e Klay Thompson, parabéns vocês têm material para MVP. (Ok, para o Klay é forçar um pouco). Andrew Bogut, você tem boas qualidades para dominar o garrafão. Leandrinho, você é brasileiro, sempre ajuda quando é um brasileiro escolhendo.  

6 de nov. de 2014

JOGO DA RODADA | Grêmio x Internacional


Faltando seis rodadas para o fim do Brasileirão, ou 18 pontos em disputa, qualquer erro pode significar adeus aos objetivos: seja título, Libertadores ou fuga do rebaixamento. Talvez para o título seja necessário mais de um erro do Cruzeiro, e muitos acertos do São Paulo.

Mas logo abaixo desses dois estão cinco times disputando três vagas na Libertadores. Calma, não fiz a conta errada. Primeiro, considero Cruzeiro e São Paulo garantidos. Segundo, a Copa do Brasil terá um campeão que, provavelmente, transformará o G4 em G5.

Sendo Cruzeiro, o Brasileirão ganha mais uma vaga. Sendo o Atlético-MG, ele pode terminar em terceiro ou quarto, que o quinto estará classificado. Abaixo disso, ficaremos com o G4 mesmo, ou duas vagas para quatro times.

Mas vamos trabalhar com a possibilidade de cinco times para três vagas. Os cinco times: Corinthians, Fluminense, Internacional, Grêmio e Atlético-MG. Todos com 54 pontos, menos o colorado que tem 56.

Perder nessa rodada, e ver outros venceram pode fazer a diferença aumentar três pontos. Para bons times, tirar isso em cinco rodadas será difícil, mesmo com a instabilidade desses.

Veja o Corinthians, por exemplo. Perdeu duas vezes para o Figueirense, uma para o Botafogo, e empatou com Criciúma, Bahia, Chapecoense, Palmeiras, Vitória... alguns jogos em casa.

Ainda assim, lá está o Corinthians com os mesmos 54 pontos dos concorrentes. Mesmo se levar em consideração que todos tropeçaram contra os fracos, ninguém ficou conhecido como Robin Hood do Brasileirão. Só o Corinthians.

O mesmo time dos tropeços citados acima é o time que venceu o Cruzeiro e o Internacional duas vezes, e São Paulo e Atlético-MG uma e empatou com o Fluminense no Maracanã. Vencer confrontos diretos significa pontuar e ver seus adversários caírem.

Por isso o Jogo da Rodada é o Grenal. O Internacional pode consolidar a terceira posição, ou até chegar ao segundo lugar, e ainda complicar o Grêmio. Já o tricolor pode continuar a briga pela Libertadores e ultrapassar o colorado.

Nunca duvide da vontade de um time prejudicar seu rival em campo. Todo ano vemos aqueles gritos de “entrega” em reta final de campeonato quando um Coritiba tenta algo, e o Atlético-PR não, ou o contrário. Ou um Atlético-MG x Raposa, ou um Remo x Paysandu, ou um São Paulo e Corinthians.

Um Grenal, sem dúvida, excelente nesse domingo.

20 de out. de 2014

Veja os confrontos e quanto pontos seu time precisa para não cair

Historicamente, os times para não caírem precisam fazer 45 pontos. É uma questão de olhar para os campeonatos passados, e não algo calculado matematicamente.

Faltando 9 rodadas para o fim do campeonato, ou 27 pontos em disputa.

Hoje, o Fluminense é o último da tabela salvo, com 45 pontos, em oitavo lugar. Logo abaixo, o Goiás com 38. Pela análise do futebol, é claro que o time do Centro-Oeste não vai cair. Mas ainda assim precisa fazer 7 pontos nesses últimos jogos.

Será que consegue? E os outros que disputam o rebaixamento?

Só para deixar registrado os nomes: Cruzeiro, São Paulo, Internacional, Atlético-MG, Corinthians, Grêmio, Santos e Fluminense ficam na Série A.

GOIÁS | Precisa de 7 pontos
Casa: Fluminense, Bahia, Corinthians e Chapecoense*
Fora: Sport, São Paulo, Internacional, Cruzeiro e Atlético-PR
Palpite: Fica. Pode empatar com Fluminense, Sport e Atlético-PR e vencer o Bahia e a Chapecoense.
*Contra os três primeiros da lista, joga com portões fechados.

ATLÉTICO-PR Precisa de 8 pontos
Casa: Atlético-MG, Sport, Santos, Goiás.
Fora: Criciúma, Fluminense, Botafogo, Bahia e Palmeiras.
Palpite: Fica. Mas precisa jogar para vencer o Sport em casa e tentar ficar atento. Joga todos os confrontos diretos fora de casa.

FLAMENGO Precisa de 8 pontos
Casa: Internacional, Chapecoense, Coritiba, Criciúma e Vitória.
Fora: Botafogo, Sport, Atlético-MG e Grêmio.
Palpite: Fica. Se esse time já goleou o Cruzeiro, pode vencer Chapecoense, Coritiba, Criciúma e Vitória em casa.

SPORT Precisa de 8 pontos
Casa: Goiás, Figueirense, Flamengo, Fluminense e São Paulo.
Fora: Atlético-MG, Atlético-PR, Palmeiras e Criciúma.
Palpite: Fica. Joga cinco em casa. Pelo menos duas tem que vencer.

FIGUEIRENSE Precisa de 10 pontos
Casa: Cruzeiro, Chapecoense, Vitória e Internacional.
Fora: Grêmio, Sport, Atlético-MG, Botafogo e São Paulo.
Palpite: Fica. Precisa vencer Chapecoense e Vitória em casa e buscar muitos empates no resto.

PALMEIRAS Precisa de 11 pontos
Casa: Corinthians, Atlético-MG, Sport, Atlético-PR.
Fora: Cruzeiro, Bahia, São Paulo, Coritiba e Internacional.
Palpite:  Fica. O time melhorou, precisa vencer Sport e Atlético-PR em casa e tentar uma vitória fora contra Bahia ou Coritiba.

CHAPECOENSE Precisa de 11 pontos
Casa: São Paulo, Santos, Vitória, Botafogo, Cruzeiro.
Fora: Flamengo, Figueirense, Fluminense e Goiás.
Palpite:  Fica. Mas pode cair se não tirar pontos dos adversários nos confrontos diretos.

VITÓRIA Precisa de 14 pontos
Casa: Criciúma, São Paulo, Coritiba e Santos.
Fora: Corinthians, Grêmio, Chapecoense, Figueirense e Flamengo.
Palpite:  Cai. Joga cinco fora de casa, e em casa pega times como São Paulo e Santos.

BOTAFOGO Precisa de 15 pontos
Casa: Flamengo, Atlético-PR, Figueirense e Atlético-MG.
Fora: Coritiba, Cruzeiro, Fluminense, Chapecoense e Santos.
Palpite:  Cai. O clima não é bom e não dá para vislumbrar arranjar 15 pontos nesses confrontos.

BAHIA Precisa de 15 pontos
Casa: Atlético-MG, Palmeiras, Corinthians, Atlético-PR e Grêmio.
Fora: Internacional, Goias, Criciúma e Coritiba.
Palpite:  Cai. Tem cinco jogos em casa, mas nenhum fácil. Os adversários diretos, que vão jogar com todas as forças, são melhores.

CRICIÚMA Precisa de 15 pontos
Casa: Atlético-PR, São Paulo, Grêmio, Bahia e Sport.
Fora: Vitória, Cruzeiro, Flamengo e Corinthians.
Palpite: Fica. Vou me arriscar, e dizer que o Criciúma ganha pontos em todos os jogos, menos contra o Cruzeiro.

CORITIBA Precisa de 16 pontos
Casa: Botafogo, Grêmio, Fluminense, Palmeiras e Bahia.
Fora: Corinthians, Flamengo, Vitória e Atlético-MG.
Palpite: Cai. É uma pena um cara como o Alex encerrar a carreira sendo o lanterna em um Campeonato Brasileiro.

Não dá para confirmar os palpites, pois estamos perto e longe do fim do campeonato. O andamento pode mudar a motivação. Se o Santos, por exemplo, sair matematicamente da briga pela Libertadores, deve jogar sem objetivo.

19 de out. de 2014

A briga entre as pessoas erradas

Na quarta-feira, Corinthians conseguiu fazer o mais difícil. Levar quatro gols do Atlético-MG e entregar uma classificação dada como certa pela maioria dos especialistas.

Após vencer por 2x0 o primeiro jogo, Gil e Elias, após viajarem por 30 horas do Japão e jogarem na terça-feira, não entraram em campo. Primeiro pois não se pensava que o Corinthians poderia tomar tantos gols. Segundo pela condição física.

Eliminados, a torcida do alvinegro paulista criticou Gil e Elias por não jogarem.

A culpa é realmente dos dois?

*Vamos esquecer por enquanto que mesmo com eles em campo, o Corinthians seria eliminado. 

O erro maior está em termos jogos oficiais de clubes - e pior, decisivos - em datas FIFA. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é uma das únicas filiadas à federação internacional que marcam partidas de clubes em datas de seleção. Se equipara às piores federações pelo mundo.

No Corinthians, a torcida reclamou da dupla que foi para seleção brasileira, que revidaram neste fim de semana, após vencerem o Internacional.

O Jefferson também preferiu não jogar contra o Santos, e criou atritos com a comissão técnica.

Se o São Paulo tivesse sido eliminado, o mesmo poderia acontecer lá.

Enquanto isso, Maria Marin e Del Nero sentam-se confortável no comando da CBF sem serem criticados.

A torcida briga com os jogadores por fazerem o mais lógico: como atletas, descansaram os corpos após um jogo e viagem de 30 horas. Contra quem marca os jogos em data FIFA, e não impede o Dunga de convocar jogadores que disputariam partidas decisivas, nada.

17 de out. de 2014

Expectativa: uma final mineira

Com a vitória, digo goleada, digo massacre, do Santos no Botafogo nesta noite, definiu-se as semifinais da Copa do Brasil.

O atual campeão Flamengo, que fez milagre (com ajuda do árbitro) contra o Coritiba, enfrenta o Atlético (MG), que o fez contra o Corinthians.

Do outro lado, o Santos, preso no meio da tabela no Brasileirão, joga contra o Cruzeiro, preso no topo da tabela do torneio nacional.

Pela lógica, Santos e Flamengo serão eliminados. Acho que dá a lógica. Embora o rubro-negro tenha eliminado o todo poderoso Cruzeiro no ano passado, o carioca está mais fraco esse ano. E o Atlético (MG) mais confiante e mais preparado para adversidades.

O mesmo vale para o Cruzeiro, que depois de ser eliminado na Copa do Brasil e na Libertadores, competições de mata-mata, tem as armas e o emocional para mais uma tentativa nesse tipo de competição.

Pelos meus cálculos, o atual campeão brasileiro enfrentará o campeão da Libertadores de 2013 em dois jogos que vão lotar o palco do 7x1 brasileiro.

15 de out. de 2014

3 PONTOS | Destaques do início da NBA

A temporada 2014/2015 da NBA começa no dia 28 de outubro, com três jogos. O fraco Orlando Magic enfrenta o Pelicans de Anthony Davis, a futura estrela do basquete americano. O campeão Spurs recebe o Mavericks de Dirk Nowitzki, times incógnitas devido à idade avançada de seus craques. E Kobe Bryant e os Lakers recebem Dwight Howard e os Rockets. No dia seguinte, mais 12 confrontos. Perdendo ou ganhando, jogando bem ou mal, é impossível definir as perspectivas desses times levando em consideração um jogo em uma temporada regular de 82 partidas. Mas alguns jogos chamam a atenção por aspectos que o torcedor deve ficar atento.

Não leve em consideração os jogos da pré-temporada. Se você acompanhou o NBA Global Games entre Cavaliers x Heat, viu que os últimos minutos de uma partida disputada, os momentos mais importantes, foi de jogadores reservas. Nesses jogos, a ideia é preparar o time e não vencer. Então, nessa primeira rodada o torcedor deve ficar de olho em:

1 | Cleveland Cavaliers


Na última temporada, o time de Cleveland terminou na 10º posição na Conferência Leste e ficou fora dos playoffs. Teve 33 vitórias e 49 derrotas em uma conferência fraca, onde o terceiro colocado não se classificaria do outro lado, na Conferência Oeste. Na comparação: o Toronto Raptors, 3º na Leste, ficaria em 9º na Oeste. Mesmo com esse cenário, o Cavaliers não conseguiu a classificação. E olha que o gerente do time fez trocas durante a temporada para tentar ir aos playoffs. Não deu certo. O resultado do ano foi um vestiário inflamado com brigas entre os jogadores, um treinador sem controle do elenco e um gerente demitido no fim da temporada. Mas a franquia foi do céu ao inferno. Como que por milagre, o time foi sorteado como primeiro no draft e ainda viu LeBron James com vontade de voltar ao seu antigo time. Graças a isso, conseguiu formar um time com a maior estrela da NBA e com Kevin Love, um dos dez melhores da liga. Além disso, já tinha Kyrie Irving, Dion Waiters e Anderson Varejão. Entre o fim da temporada passada e o início dessa, as movimentações no mercado colocaram o Cleveland Cavaliers como favorito ao título. Os Spurs estão um ano mais velhos, o Heat nem tentou substituir LeBron e o Pacers perdeu Paul George por um ano (contusão). Outros times não conseguiram formar um time tão bom. A vilã no conto de fadas: é difícil para um time recém montado conquistar o título na primeira temporada juntos. Basta lembrar do grande trio LeBron James, Dwayne Wade e Chris Bosh e a derrota para o Dallas Mavericks em 2011

2 | Derrick Rose


Desde que entrou na NBA, LeBron James dava sinais de que seria o melhor jogador da liga. Não demorou muito para o craque assumisse o posto de MVP da temporada regular, o que aconteceu pela primeira vez na temporada 2008/2009. Na temporada seguinte, novamente o prêmio foi para ele. Ser o melhor jogador da temporada se repetiria por mais dois anos, em 2011/2012 e 2012/2013. No meio desses quatro prêmios, um jovem jogador roubou o MVP de James. Com 22 anos, Derrick Rose se tornou o jogador mais jovem a receber o título de Jogador Mais Valioso de uma temporada da NBA. Dois anos a menos que LeBron e três a menos do que Kevin Durant e Michael Jordan. Na temporada como o melhor, Rose levou seu time, o Chicago Bulls, ao topo da Conferência Leste. Nos playoffs, uma contusão tirou o MVP e as chances do Bulls de ser campeão. Desde então, Derrick Rose não consegue jogar 10 partidas seguidas. Ficou as duas últimas temporadas no departamento médico. Volta as quadras em jogos oficiais no dia 29 de outubro com a pergunta: será que o corpo aguenta a temporada toda? Se sim, como será o desempenho físico?

3 | Kobe Bryant



LeBron James é a maior estrela da NBA, sem dúvida. Mas o maior salário da liga pertence a Kobe Bryant. Por que? Ele foi a última grande estrela antes de James, ele está no time mais midiático e com maior torcida e ele entrega um show dentro de quadra. Tudo bem, a última temporada foi um fiasco. Não jogou quase nenhuma partida, e quando entrou fez as piores partidas da carreira (muito porque esses jogos foram entre as piores contusões da carreira). Mas isso não significa que ele está cansado. Na penúltima temporada, antes de ir ao departamento médico, levou o time aos playoffs. Ele faz a diferença. Em 2014/2015, o viciado em vencer Kobe Bryant entra em quadra para tirar a atual mediocridade do Los Angeles Lakers, seu único time durante a vitoriosa carreira na liga. Mas joga a temporada com outro objetivo em mente: subir na lista de maiores pontuadores da liga. Atualmente na quarta posição, está atrás de Michael Jordan, o 3º, por menos de mil pontos. Apenas na temporada de estreia e na última, Kobe não fez os pontos necessários hoje para ultrapassar Jordan. Então é possível que ele termine a temporada como terceiro maior pontuador da história da NBA. É isso que ele vai buscar. Se ele não se contundir, vai ser excelente ver ele alcançar esse número. 

14 de out. de 2014

O poder da Liga dos Campeões

Descobri um amigo de um amigo que gosta de futebol, e minha primeira pergunta foi: para que time você torce?

A resposta me surpreendeu, mas nem tanto: nenhum time do Brasil. Mas lá de fora, o Chelsea.

É evidente a inserção do futebol europeu no Brasil, principalmente com a venda de jogos de videogame como FIFA e PES, o maior número de assinantes de televisão à cabo e a consequente midiatização (venda de camisas, publicação de notícias, reportagens e etc.)

Cada vez mais os clubes europeus fazem parte do mercado futebolístico do Brasil. E a notícia do Flávio Ricco, que comenta sobre televisão no UOL, faz parte desse contexto.

Oito emissoras brasileiras disputam a Liga dos Campeões da Europa. Hoje, ESPN, Band e Globo transmitem o campeonato. A notícia não diz, mas provavelmente Esporte Interativo, Fox Sports, Band Sports e Sportv também queiram uma fatia.

Por que? Pois este é o maior campeonato de clubes do mundo. É praticamente uma Copa do Mundo todo ano. Craques, bons jogos e uma organização impecável.

Enquanto isso, o Campeonato Brasileiro...

13 de out. de 2014

Estão levando a sério o Dunga? É isso?

A imprensa tem um papel importantíssimo na fiscalização da sociedade. Quando se trata de jornalismo esportivo, tem a mesma utilidade, mas no esporte, óbvio.

O Brasil perdeu de 7x1 para a Alemanha em plena Copa do Mundo no país e a cobrança por novas filosofias da cartolagem, começando pelo próprio presidente da CBF, foi louvável.

Mas não se esqueça que a imprensa é um negócio, os meios de comunicação são empresas e precisam de lucro.

É a única explicação para perder tempo e dinheiro acompanhando jogos da seleção levando o Dunga a sério.

Comentários que passam pelo "Em três jogos, o Brasil não sofreu gols", "Dunga encontrou uma posição para Neymar" e "Kaká e Robinho servem para passar experiência para os mais novos" dão a impressão de que o 7x1 foi esquecido.

Que o Dunga realmente pode trazer uma renovação. Que esse será o treinador que vai resgatar o futebol brasileiro.

A imprensa está revivendo erros do passado. Destacando os resultados de Dunga/2014, assim como fez com Dunga/2010, campeão de tudo, menos da Copa.

E lembrem-se: para um país que teve Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo, ganhar com volantes e no contra-ataque, mesmo que a Copa do Mundo, é um soco no estômago.

26 de ago. de 2014

3 PONTOS | O Cruzeiro é o campeão brasileiro

Faltam duas rodadas para o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O que significa dizer que os times precisam jogar mais 21 jogos para decidir quem será o campeão de 2014, equivalente a 63 pontos em disputa. Em qualquer campeonato, é loucura tentar adivinhar nessa fase quem vai levantar a taça. No Brasileirão é insanidade. Temos no Brasil um torneio de clubes sem elenco e uma contusão pode mudar o destino de um time. Até o fim de agosto, os jogadores podem arrumar as malas e ir para Europa, e deixar seu treinador na mão. Além de termos mais de dois ou três times de tradição brigando pelo título. Nessa edição pode-se contar cinco, além de Santos, Atlético (MG) e Grêmio. Mais o Cruzeiro exala uma aura de campeão difícil de ignorar. Além do sentimento, os números demostram a superioridade do time mineiro. Veja abaixo três motivos para desistir (se você torce para outro time) e focar em uma das vagas para Libertadores.

1 | O elenco não vai mudar nesse ano


Contusão é imprevisível, por isso é o único obstáculo que o Cruzeiro pode ter pelo caminho. Mesmo assim, quando foi a última vez que um jogador do time ficou mais de um mês fora de campo, com exceção do Tinga na última semana? E mesmo assim, todos tem substitutos à altura (menos os convocados de Dunga). Dagoberto, Júlio Baptista e Marlone, por exemplo, são reservas. Quando entram, resolvem. O Marcelo Oliveira controla o elenco, e consegue tirar o melhor de cada um. A outra ameaça seria a venda de jogadores para Europa. Entretanto, acho difícil uma debandada, ou uma saída de Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, insubstituíveis. Com a janela fechando no próximo domingo, nenhum time declarou interesse ou nenhuma informação foi divulgada sobre times do exterior de olho em um dos dois. No ano passado, Ribeiro quase chegou a ir ao Manchester United, mas este trocou de treinador esse ano, e agora é comandado por Van Gaal, um cara que não gosta de brasileiros. O interesse caso estes atuem bem na seleção brasileira, mas até lá a janela estará fechada. Dá para afirmar que boa parte do elenco vai ficar até o fim do ano. Estarão lá para levantar a taça.

2 | Os números


O olho pode nos enganar e ver um time minimante arrumado não pode ser sinal de time imbatível. Mas além de jogar o futebol mais bonito, o Cruzeiro tem os números do seu lado para mostrar porque já pode arrumar o espaço para uma nova taça na sala de troféus. Olhando as últimas sete edições do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro tem a maior pontuação conseguida até a 17ª rodada. O único que conseguiu o mesmo feito foi o rival Atlético (MG), em 2012. Mas naquele ano, o segundo lugar Fluminense estava três pontos atrás. Hoje, o São Paulo ocupa a segunda posição e tem 7 pontos a menos. A maior vantagem conseguida nessa rodada, analisando os torneios desde 2007. Nesse campeonato, os números também impressionam. É a única equipe que marcou mais de 30 gols, tendo o melhor ataque. São seis gols a mais que o segundo, o São Paulo. Tem a segunda melhor defesa, com 13 gols sofridos, empatado com Inter e Santos. A melhor é o Corinthians, que sofreu 11, sendo quatro nas duas últimas rodadas. Logo, tem de longe o melhor saldo de gols da competição: 21. O artilheiro do Brasileirão é Ricardo Goulart, com 9 gols. Em segundo lugar, quatro jogadores têm 7. Um deles é Marcelo Moreno.

3 | Sorte de campeão


Um time que tem os dois pontos apresentados acima, não precisa de mais nada. Mas é preciso levar em consideração como o Cruzeiro tem tido sorte em momentos que poderia ser diferente. Primeiro porque disputava a Libertadores e entrava em campo no Brasileirão com o time reserva. Mesmo assim, venceu Bahia, Atlético Paranaense e Coritiba nas cinco primeiras rodadas, todos por um placar apertado. Pode-se creditar ao elenco, mas quem foca na Libertadores geralmente tem maus resultados mesmo com bons jogadores, mesmo com bom elenco. Além da cabeça em outro lugar, muitos poupados. Praticamente outro time entra em campo. Mesmo assim, vitória. Na última rodada, o Goiás erra pênalti no último minuto. Na penúltima, Grêmio criou várias chances, mas quem sai com a vitória é o Cruzeiro. A sorte pode ser creditada até para o que acontece com os adversários. Todos os que brigaram pela primeira posição até agora, de repente entram em má fase. Corinthians empata com o Bahia em casa. Internacional perde duas seguidas. Fluminense é goleado na Copa do Brasil e isso influencia o time no Brasileirão. A impressão é que quando o destino da bola é entrar, é para o Cruzeiro. Quando é para tocar na trave, é dos adversários.  

22 de ago. de 2014

O aniversário de casamento de Gegê e Maria Lúcia

Uma confusão se desenhava na sala de estar de uma pequena casa, de apenas uma sala de estar/jantar, um quarto, uma cozinha e dois banheiros na zona norte do Rio de Janeiro. Era aniversário de um ano de casamento de Gegê e Maria Lúcia, que está grávida de três meses. Ela queria uma comemoração em um restaurante ‘chique’, de ‘gente rica’, com ‘comida boa de verdade’, para usar as palavras dela. Para a mulher de Gegê, um ano de casamento precisa ser comemorado da melhor forma, assim como se celebra aniversário de um ano dos filhos, mesmo que ela não tivesse feito nenhuma. Talvez por estar grávida, seu instinto maternal tenha dado essa ideia para ela.

- É preciso ser celebrado [...] em um restaurante chique, de gente rica [...] nada que use balança para mostrar o preço, nem esteja em uma praça de alimentação do shopping – disse Maria Lúcia com os braços cruzados, unhas recém pintadas e pronta para ir ao cabelereiro. Ela acreditava que Gegê preparava uma surpresa para ela. Foi surpreendida pelo pedido do marido para suspender o encontro.

- Eu estou pronto para te dar tudo isso, meu amor. Mas na semana que vem – respondeu Gegê, quase que de joelhos, implorando.

- Eu quero hoje!

O homem, agora sim de joelhos e com os olhos cada vez mais tristes insistia com ela:

- O Flamengo precisa de mim!

A primeira foto de Gegê, com só dois dias de vida, tinha o pequeno Wellison, que viria a ser Gegê dezoito anos depois, coberto em uma manta com as cores vermelha e preta, fruto de um guarda-roupa repleto de roupinhas rubro-negras, todas costuradas por sua mãe, costureira por profissão e fanática pelo Flamengo nas horas vagas e nas horas de trabalho de vez em quando. O pai de Gegê não gosta de futebol. Naquela noite de 20 de agosto, um ano depois do casamento de Wellison e Maria Lúcia, o Flamengo jogaria com o Atlético Mineiro no Maracanã e precisava vencer para ficar longe da “confusão”, nome dado por Vanderlei Luxemburgo à zona de rebaixamento para Série B, e que como grande fã do treinador, Gegê adotou o termo na hora. “O Flamengo não pode voltar para confusão!”, dizia o rapaz durante a discussão com a mulher. Gegê explicava para Maria Lúcia que o time não era bom, que os jogadores precisavam da torcida, que o Luxemburgo falou em rede nacional para os torcedores comparecerem ao estádiu, que o canto da arquibancada fazia diferença, que ele lá fazia a diferença, que o Flamengo jogaria com 12.

Para os amigos de trabalho de Gegê fazia um certo sentido ele apoiar o time, mas a preferência sempre era da esposa, ao que ele respondia: - Eu sei, mas quando o Flamengo está na confusão é diferente. Para as amigas de Maria Lúcia, lateral é atacante, goleiro é juiz e o impedimento é inexplicável. Era inaceitável trocar a mulher pelo futebol. – Não é a mulher, é uma noite. Não é pelo futebol, é pelo time – dizia ele. Para os companheiros de torcida, inaceitável era a mulher não entender a importância de ir ao estádio em um momento tão delicado. – Eu sei pessoal, mas ela não entende - respondia Gegê.

Ele então teve uma ideia: comemorar o aniversário de casamento com ela no estádio. Um pouco de papo aqui, uma conversa ali, uns “eu prometo” acolá, mais uns “eu farei” e pronto, estava decidido. A celebração de um ano do casal Gegê e Maria Lúcia seria no Maracanã. Como ela aceitou? Gegê fez a seguinte aposta: se o Flamengo ganhasse, ficava provado que era importante ele ir quando o time precisava e ele estava livre para ir quando precisasse. Se o Flamengo perdesse, nunca mais Gegê perderia uma data importante para ir a jogos do rubro-negro. E por datas importantes, Maria Lúcia queria dizer aniversário de casamento, de namoro, da mãe dela, das irmãs dela, formaturas, comemorações especiais e quando ela decidisse por um novo visual. Ele aceitou, e eles foram. Gegê com sua camisa surrada do Flamengo, para “dar sorte”, e ela com a mesma roupa que havia escolhido para celebrar o casamento.

O Flamengo venceu por 2x1, e naquele momento ela descobriu que realmente a torcida fazia a diferença, mesmo sem entender nada de futebol. Dali para frente, Gegê tinha o passe livre para assistir aos jogos, contato que ele provasse a importância da vitória para o Flamengo.  Maria Lúcia continuava sem entender nada do esporte, mas depois daquela noite escolheu um time para torcer: o Atlético Mineiro. 

19 de ago. de 2014

Cara de campeão

Atual campeão, Manchester City mostrou força fora de casa contra Newcastle

Chelsea e Burnley jogaram ontem no estádio Turf Moor e completaram a primeira rodada da Premier League, na qual temos cinco candidatos ao título e mais dois ou três que vão tentar uma vaga na Liga dos Campeões. 

O primeiro dos cinco possíveis campeões foi o Manchester United (Sim! O ano passado foi algo fora do comum, o time tem dinheiro e elenco para disputar o título. E esse ano um bom treinador), que decepcionou no Old Trafford. Deu para o seu torcedor aquela sensação de que a última temporada não terminou. Talvez não tenha, já que são quase os mesmo jogadores. Mas acho que Van Gaal tem capacidade de melhorar isso.

Arsenal e Liverpool jogaram em casa, e quase empataram. Os gunners precisaram dos acréscimos para garantir a estreia vitoriosa. Começaram o jogo perdendo, assim como os Reds, que foram mais calmos e, mesmo atrás do placar, controlaram o jogo e conseguiram a virada com jogadas que aproveitaram o talento de seus jogadores. 

O Chelsea venceu fora de casa por 3x1, mas um time sem tradição na primeira divisão inglesa. Não dá para avaliar se bateu em cachorro fraco, ou controlou o jogo porque tem o melhor time da Inglaterra. Fato é que Diego Costa já marcou no primeiro jogo, o que pode mostrar que ele está mais perto do Atlético de Madrid do que da seleção espanhola na Copa.

Agora, cara de campeão mesmo tem o Manchester City, que jogou fora de casa, com um time tradicionalmente complicado, o Newcastle, mas em nenhum momento pareceu deixar o jogo escapar. Não sofreu gol, e criou jogadas de diversas maneiras. Puderam começar a partida sem Aguero, que entrou e fez o segundo gol do time. Tem cara de conjunto completo em todas as posições e funcionando como uma máquina. 

23 de jul. de 2014

Perdi o otimismo

O Brasil perdeu Neymar nas quartas-de-final da Copa do Mundo? Ainda dá para ganhar da Alemanha, porque a Argélia e Gana deram trabalho para os germânicos. Não deu.

Perdeu de 7x1 e ainda tem um jogo contra a Holanda para fazer? Os laranjas vão vir desanimados, pois queriam a final. Jogando em casa, pelo menos o terceiro lugar nós podemos pegar. Não deu.

O futebol brasileiro foi humilhado em casa em dois jogos lamentáveis? Depois disso, vai sair Felipão, Parreira, Marin, Del Nero e teremos uma renovação na gestão do futebol. Não deu.

O Marin ficou no poder e não mostra sinais de revolucionar o futebol brasileiro? Tudo bem, ainda dá para gerir a seleção com algum nome competente, como o Leonardo. Não deu.

Gilmar Rinaldi vai comandar as seleções e gerir o futebol da CBF? Pelo menos podemos ter um treinador com conhecimento e inteligência, como o Tite ou Marcelo Oliveira. Não deu.


Dunga é o novo treinador do Brasil? Agora não dá, perdi o otimismo. 

9 de jul. de 2014

Paciência com o novo treinador

Tite é o nome mais cotado para assumir a seleção brasileira, depois do fracasso que foi Felipão. 

Assim como Mano em 2011 e Dunga em 2007, o treinador pega uma batata quente após uma derrota na Copa, e ainda mais do jeito que foi.

E assim como foi falado quando Mano e Dunga assumiram, será preciso paciência. 

Tite deve assumir pelo bom trabalho que fez no Corinthians, principalmente com os títulos da Libertadores, Mundial e Brasileirão. Mas o começo do trabalho não foi um mar de rosas.

O treinador assumiu o alvinegro brigando pelo título e terminou na terceira posição após 4 empates. Não foi o pior dos mundos para o time.

Mas eis que dois meses depois, o Corinthians é eliminado pelo Tolima na pré-Libertadores em um dos maiores vexames do clube. Ronaldo se aposenta, e o Tite continua no comando do time. 

Após apostar na comissão técnica e nos jogadores, o trabalho segue e o treinador vence quase tudo, só não a Copa do Brasil. 

8 de jul. de 2014

A história que levou ao 7x1

Tudo começa com a saída de Ricardo Teixeira do comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Um dos maiores corruptos do esporte deixa o comando do futebol brasileiro. Hora de renovação? Nada! O vice mais velho, José Maria Marin, assume a CBF.

Ao invés de avançarmos, regredimos. No primeiro sinal de fraqueza de Mano Menezes, com Marin à frente, o atual treinador do Corinthians foi demitido do comando do Brasil. Logo quando todos concordávamos que “o Mano estava começando a montar um time...” Nada demais, quem sabe entrava alguém melhor.

Mas Marin tem cabeça fechada, e pensa, digo, não pensa. Sonhando com o Luis Felipe Scolari dos anos 2000, campeão da Libertadores e da Copa do Mundo, trouxe o Felipão dos fracassos no Chelsea, temporada no Uzbequistão e rebaixamento no Palmeiras.

Tudo bem, até engolimos o nome quando os resultados começaram a aparecer. Resultados que foram cortina de fumaça, mais uma vez. Como foi com Parreira na Copa América e Confederações, como foi com Dunga com os mesmos torneios e novamente com Felipão no torneio teste em 2013, quando a vitória contra Espanha transformou a seleção brasileira em favorita para Copa do Mundo.

José Maria Marin é o grande culpado, um pouco a frente do treinador da seleção. Felipão fez o que ele sabe, ou seja, nada de tática, e muito de coração. Todo mundo (que entende um pouco de futebol) sabe disso. Isso deixa claro que Marin não sabe nada de futebol.  

O grande carrasco do Brasil hoje dá exemplo. Você acha que a Alemanha surgiu do nada? Você acha que o massacre dos 7x1 foi sem querer? Sorte? Nada disso.

A Copa de 2006 foi na Alemanha, ainda assim eles apostaram em jovens jogadores. Alguns que estavam em campo no massacre alemão contra o Brasil. Desde 2006! O trabalho de Joachim Löw começou em 2004, com assistente. E titular no cargo de treinador desde 2006, após o fim da Copa. Em 2010, o trabalho continuou e novos jogadores, como Muller, foram apresentados.

A Alemanha pode ser considerada um time montado desde o fracasso de 2002. Que, óbvio, mesmo com tantos elogios, não pode ser considerada vitoriosa, mesmo que vença a Copa. Essa geração reúne derrotas nas Copas de 2006 e 2010, e Eurocopas entre esses mundiais. Mas sempre caindo na semifinal, e sempre caindo de pé, e sempre mantendo o trabalho.

O trabalho da Alemanha foi além da seleção. O campeonato nacional tem o maior público do mundo. Os times se fortaleceram. Transformaram o Bayern de Munique em um dos maiores clubes da Europa. A Liga dos Campeões teve final alemã há dois anos. O campeonato, e os clubes, estão tão fortes que ‘roubaram’ uma vaga da Itália na Champions League. Alemanha é o país do futebol?

Nunca é bom perder. Pior ainda ser humilhado em casa. Mas que os 7x1 ecoem como um lembrete que o futebol brasileiro está em estado terminal. Que parem de citar os cinco títulos, como prova de que está tudo bem. Que saibam que a Era Pelé, Era Zico, Era dos Rs (Ronaldos e Rivaldo) passou.


E principalmente, que com trabalho e gestão do futebol, é possível criar a Era Neymar. Que o futebol brasileiro está em estado terminal, não morto. Que nós moramos em um país de 200 milhões de habitantes, no qual quase todos gostam de futebol e todos querem virar jogador. Que nós moramos em uma nação que pode voltar a ser o país do futebol. 

5 de jul. de 2014

A pressão está do outro lado

Antes das quartas-de-final, o Brasil estava com os nervos à flor da pele pois não ganhar em casa, ou pior cair antes de estar entre os quatro melhores, é um vexame. 

Passou.

O time está entre os quatro melhores da Copa do Mundo, e agora está sem sua principal estrela. Tem "desculpa" para derrota, e enfrenta o time mais forte, que entrou como favorito antes da competição começar.

A pressão é deles.

A Alemanha está na semifinal mais uma vez desde 2002, quando perdeu a final. Em 2006, em casa, uma nova geração foi lançada para ganhar a Copa, mas terminou em terceiro. Em 2010, o grupo foi melhorado, e ainda assim perdeu.

Mais uma vez essa geração chega a uma semifinal com o dever de não se tornar um grupo excelente, mas não ganhou a Copa. Essa pode ser a última chance de muitos. 

2 de jul. de 2014

Um time sem tática


Em junho de 2013, Miami Heat e San Antonio Spurs fizeram a final da NBA. Sete disputados jogos que consagraram a equipe de LeBron James. Um dos melhores treinadores da história do basquete americano e comandante do Spurs, Gregg Popovich, não se perdoou por aquela derrota.

Na temporada seguinte, Popovich resolveu mudar a preparação para os playoffs. Utilizando a temporada regular, que tem 82 jogos, testou todos os esquemas táticos possíveis.

O motivo? Na final de 2013, ele se viu em desvantagem quando o Heat começou a jogar “small ball”, ou seja, jogadores menores que arremessam de longe, ao invés de invadirem o garrafão. Por isso, era melhor estar preparado para qualquer adversidade que o oponente pudesse apresentar.

Não foi sem sofrimento. Nas primeiras partidas da última da temporada 13/14, os Spurs não ganhavam dos grandes, possíveis concorrentes na fase final. A imprensa americana colocava em xeque o time que estava na final na temporada anterior. Gregg Popovich seguiu com suas convicções e chegou a final novamente. Enfrentou o mesmo Heat e venceu a série por 4x1 sem muitas dificuldades.

O San Antonio Spurs tinha opções para os jogos. A seleção brasileira na Copa não tem.

Ao contrário de Popovich, Felipão seguiu com as convicções dele durante todo a preparação para Copa do Mundo. “É obrigatório ter um centroavante!” é o principal.

Por esse pensamento Scolari levou o Jô, podendo levar o Lucas do PSG, por exemplo. Ele tinha medo do Fred se machucar, e por isso ter de usar outro centroavante. É por isso também que o nome de Allan Kardec surgiu com força em convocações durante a preparação.

Felipão insiste em ter um homem dentro da área para fazer pivô. E a preparação toda foi para isso. E agora que nem Fred, nem Jô estão bem tecnicamente? Não há opções, e nem tempo para criar alternativas. Qualquer alteração na estrutura do time que ele fizer para o próximo jogo, e der certo, será sorte. Se dará pela química dos jogadores.

Claro, a quantidade de jogos no basquete é bem maior que no futebol, e maior ainda quando se trata de seleções. Todos os treinadores ficam entre a cruz e a espada, com a dúvida: escalo o mesmo time para ganhar ritmo ou testo times diferentes para ter opções?

É uma dúvida cruel, mas que Felipão parece não ter tido. Tenho a impressão que em nenhum momento o treinador achou que fosse preciso mudar o seu estilo, e por isso, mesmo em treinamentos para amistosos não fez testes. Poderia também testar em jogos da Copa das Confederações, mas parecia que ganhar essa competição era mais importante que se preparar para Copa do Mundo...

Hoje, o Brasil é um time sem tática. Ou um time com uma tática só, que Felipão achava que controlaria por seu discurso motivacional ou por agregar os jogadores “em uma família”. Agora se vê sem meio campo e com um centroavante apagado (seja Jô ou Fred). O útil ao agradável seria trocar o 9 por mais um meio-campo, mas não preparou o time para isso.

E esse é o principal problema do Brasil! Embora muitos foquem no emocional. Para mim, os dois defeitos brasileiros estão conectados.

Se um médico se assusta na primeira cirurgia da carreira, e treme com medo de errar, como ele passa por cima disso? Relembra passo a passo o que foi aprendido e praticado antes daquele momento. Cortar aqui, ali, usar isso, aquilo e aos poucos o nervosismo vai desaparecendo.

É disso que a seleção precisa! Se os nervos estão a flor da pele, basta usar a tática e técnica aprendida nos treinos. “Calma, deixa eu lembrar. Marco na esquerda. Se a gente recuperar a bola, vou para o meio. Se o lateral estiver com a bola, eu me aproximo dele para receber”. E assim por diante.


Provavelmente, Felipão, ao invés de dizer: “corre para o meio-campo”, diz: “joguem pelos brasileiros”. Um time sem tática que apela para o emocional. 

26 de jun. de 2014

Os prêmios da Copa do Mundo

Foram 48 jogos, em 12 cidades com participação de 32 seleções por terras brasileiras na primeira fase da Copa do Mundo 2014. A Copa dos Copas (no campo)! Tem alguma coisa no ar brasileiro, só pode. Revelamos Pelé e Garrincha, além de Zico, Socrátes, Falcão e Ronaldo, maior artilheiro do mundial. E muitos outros.

Agora, pela segunda vez recebendo os principais craques do mundo, damos a eles altas temperaturas, mudanças de clima, longas viagens e gramados não muito bons. Ainda assim temos uma das melhores copas do mundo. Tem alguma coisa no ar aqui!

Uma primeira fase de fazer inveja a Alemanha-2006, que organizou melhor a competição. Vamos aos prêmios da Copa até agora.

MELHOR JOGO | Uruguai 2 x 1 Inglaterra
Futebol é apaixonante por dois motivos. Pela técnica e pela mística. A primeira é quando vemos um time bem treinado, com excelentes jogadores e um craque a la Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo em campo. O segundo é o contexto, histórias e garra mostrada em campo. Esse jogo teve os dois. Demonstração de técnica dos dois times, o craque Suarez fazendo dois gols, a sobrevivência do fantasma de 50 com um gol perto do fim, Alvaro Pereira querendo voltar depois de levar uma pancada na cabeça, lances de perigo e a garra dos uruguaios até o fim do jogo.

MELHOR PERFOMANCE GRUPO | Holanda em Holanda 5 x 1 Espanha
O mundo esperava a revanche da final da Copa de 2010, e esperava a vitória da Espanha, mesmo em jogo apertado. Pois viram a precisão nos contra-ataques da Holanda, um show de Robben e Van Persie, com direito a golaço e execução perfeita de uma tática de jogo. Lembre-se: A Holanda só tomou um gol, pois foi marcado um pênalti mandrake para os espanhóis.

MELHOR PERFOMANCE INDIVIDUAL | Van Persie em Holanda 5 x 1 Espanha
É mais lógico votar em um jogador que veio da melhor performance de grupo. Ainda mais pensando que outros jogadores que fizeram boas partidas, as fizeram contra times mais fracos, como Benzema contra Honduras e Neymar contra Camarões, por exemplo. O atacante holandês deu um show contra a atual campeã mundial. Por que não Robben? Boa pergunta, que eu não sei responder. Só sei que o Van Persie fez o gol mais bonito do jogo, e que eu gosto de jogador que pressiona a defesa e rouba a bola no campo de ataque.

MELHOR TORCIDA | México
Os torcedores sul-americanos estão dando shows, mas não tanto como o México. Um país mais distante, logo mais difícil de sair de lá e vir para cá, do que Chile, Argentina e Colômbia. Não só isso. No primeiro jogo, o México brincou com os brasileiros no estádio com gritos, perguntado: “Como é jogar em casa, mas fora de casa?”. Eles intercalavam gritos de ‘México’, nos gritos de ‘Brasil’. Eles vieram fantasiados de personagens de chaves. Eles têm sombreiros. Eles fizeram isso. https://www.youtube.com/watch?v=oJ7xhXNNRo0 Eles foram proibidos de gritar ‘Puto’ quando o goleiro bate o tiro de meta, e responderam gritando ‘Master’, ‘Pepsi’, e outras concorrentes de patrocinadores da Copa. Eles não cantam ‘Eu sou mexicano, com muito orgulho, com muito amor’. Eles são a melhor torcida.

CRAQUE DA COPA | Messi
Desculpa, eu não vou conseguir votar em outro a não ser aquele que decide os jogos. A Argentina está 100% na Copa, graças a Messi. Ele não precisou dar show. Ele só precisou receber bem a bola algumas vezes para decidir as partidas. Eu queria muito votar em Robben ou em Jamie Rodriguez da Colômbia, mas não vou conseguir.

MAIOR DECEPÇÃO EQUIPE | Bélgica
“Fiquem de olho na Bélgica, eles têm uma ótima geração de jogadores”. Verdade! O que levanta a questão: O que acontece com esse time? Esse que ouviu gritos de ‘time sem vergonha’... de brasileiros! E que na última rodada fez as televisões preferirem passar Argélia x Rússia, ao invés de Bélgica x Coréia do Sul.

MAIOR DECEPÇÃO INDIVIDUAL | Cristiano Ronaldo
Mas poderia ser Di Maria, Diego Costa, Iniesta, Rooney e Aguero. Ok, o CR7 veio machucado. Ainda assim, esperava-se mais dele.

O PERSONAGEM | Luis Suárez
Acho que se Freud estivesse vivo, ele conseguiria explicar o funcionamento da cabeça de Luis Suárez. Como um jogador que pode levar sua seleção ao título, resolve morder outro sabendo que pode ser punido, afinal, já pegou 10 jogos na Inglaterra por caso semelhante. Provocação? (Não conta para ninguém que eu disse isso) Nenhuma agressão física é válida, mas se for para provocar, que seja de uma maneira mais ‘normal’ dentro do futebol.  

ARENA MAIS AZARADA | Arena da Baixada
Recebeu o pior jogo da Copa, um zero a zero desgraçado entre Irã e Nigéria, além de Honduras x Equador, que terminou 2x1 mesmo tendo Honduras em campo, Espanha x Austrália, que seria bom, não fosse o jogo entre duas equipes eliminadas, além de Argélia x Rússia, que até foi emocionante. Sente o drama: Argélia 1 x 1 Rússia foi o melhor jogo de Curitiba!

ARENA MAIS SORTUDA | Fonte Nova
Teve um dos melhores jogos da Copa, Espanha x Holanda, além da aula de futebol da Alemanha, sete gols em um jogo no França 5 x 2 Suíça e Bósnia 3 x 1 Irã. Em qualquer outra Arena, esse último jogo terminava 0x0, mas em Salvador não!

PIOR PROBLEMA | Segurança
De tudo o que alardeavam sobre os problemas do Brasil para sediar a Copa do Mundo, a segurança foi a que se saiu pior. Falhas permitiram invasão de torcedores, quebra do perímetro de segurança, pessoas sendo assaltadas próximas ao estádio, cambistas atuando livremente, rojões dentro do estádio e outras pequenas coisas. Vale dizer que, pelo menos, não teve vítimas fatais e em outros lugares não tem registro de grandes problemas.

PIOR JOGO DA COPA | Irã 0 x 0 Nigéria
Um jogo que termina sem gols, já é broxante. Um jogo sem gols e sem craques, mais ainda. Um 0x0, sem craques, sem jogadores de alto nível, em meio a uma grande variedade de bons jogos (como estava acontecendo antes dessa peleja) não tem como não ser o pior.

TIME SURPRESA | Colômbia (e Costa Rica)
Tudo bem, tem três vitórias em um grupo fraco, do qual é cabeça-de-chave. Ainda assim, é de se levar em consideração que quando Falcão Garcia foi cortado, falavam que a seleção sul-americana seria carta fora do baralho. Pelo que tem jogado Jamie Rodriguez, e pelo bom futebol apresentado pela Colômbia, não descarto esse time. 

24 de jun. de 2014

Copa define filosofia de futebol


No livro Tática Mente, PVC conta a história das copas do mundo por meio das mudanças nos esquemas de jogo. O evento é destaque no livro pois as datas de criação (ou afirmação) das táticas acontecem em copas. É no maior torneio da FIFA que os olhos do mundo estão virados para o futebol, até para quem não gosta do esporte.

A dimensão do que acontece na Copa do Mundo é imensamente maior até do que a Liga dos Campeões. Jogadores medianos ficam famosos, craques viram estrelas e erros podem mudar as carreiras daqueles que os cometem. Quando se trata de time e da filosofia do futebol, também.

Desde sempre, os acontecimentos em uma Copa do Mundo moldam a forma de pensar dali para frente (vamos esquecer esquemas táticos a partir daqui). Depois do título da França em 1998, o importante era ter jogadores como Zidane. Simples, calmos e com passes precisos. Um jogador pensador, mas que não precisa ser um 10 clássico.

Em 2002, o Brasil mostrou para o mundo que a camisa pesa, e que a do Brasil enverga varal. Foi campeão novamente após vencer em 1994 e estar na final em 1998. Também deixou claro que sempre é preciso confiar no craque, mesmo que ele venha de uma contusão.

Em 2006, a Itália conquistou o título e elevou Cannavarro, um zagueiro, ao posto de melhor do mundo seis meses depois da Copa. A partir dali, o importante era a zaga e se previa o fim dos criadores de jogadas.

Em 2010, a posse de bola de repente passou a ser a estética mais importante. Quem tinha a posse de bola, ganhava os jogos... até 2010, quando a La Roja perdeu da Holanda. A derrota da Espanha para o Chile e a eliminação no segundo jogo matou o tiki-taka.

Tudo bem, não matou, mas deixou esse tipo de pensamento de futebol no seu devido lugar: só mais uma boa opção de jogo.

Quando o Barcelona venceu tudo o que pôde, e sempre com a maior posse de bola, somado com as conquistas da Espanha em duas Eurocopas e uma Copa do Mundo, os especialistas apontavam o tiki-taka como o jeito certo de se jogar futebol. Vamos trocar passes, pois se os adversários não têm a bola, não podem fazer gols. Acontece que times como a Holanda não precisam ficar tanto tempo com a bola para fazer gols.

O que nos reserva para 2014 é imprevisível. O pensamento sobre futebol confirmado pela Copa do Mundo no Brasil é dever do campeão.

Se for um time do continente americano, talvez seja considerado a importância da torcida, ou do clima. Se for a Alemanha, o trabalho a longo prazo pode ser a questão. Se for a Costa Rica, Colômbia ou Chile pode morrer o favoritismo e o equilíbrio no futebol, ainda mais em um ano com Atlético de Madrid campeão espanhol.


Não dá para saber, melhor conversamos de novo no dia 13 de julho. 

23 de jun. de 2014

A não lógica dos campeões mundiais


A Copa do Mundo no Brasil até agora surpreende. A média de gols alta desde 1970, vários exemplos de excelentes jogos na primeira fase e times surpreendo (para o bem ou para mal) e atrapalhando o bolão de todo mundo, como a Costa Rica e a Espanha, são alguns dos temperos do torneio.

Seguirá assim até o final? Veremos um campeão surpreendente no dia 13 de julho no Maracanã? Alguém vai ficar muito rico por apostar em uma zebra vencedora? Mesmo seguindo esse caminho até agora, não aposto todas as minhas fichas em uma Colômbia, Chile ou Costa Rica campeã. 

Copa do Mundo é muito difícil. E embora possa parecer que as apostas em seleções grandes segue uma lógica, eu digo o contrário. É justamente por não ter lógica nenhuma que eu acho que não teremos surpresa na final.

Sempre achei a Copa controlada pelos deuses do futebol, que só permitem grandes nações futebolísticas serem campeãs. Lembre-se: só existem oito campeãs mundiais! Sendo que duas só venceram em casa, Inglaterra e França, e uma não é campeã desde 1950, o Uruguai.

Hungria já jogou final, tendo o melhor jogador. A Suécia, jogando em casa, perdeu para o Brasil na final. Turquia e Croácia já foram semifinalistas recentes, sendo que hoje mal se classificam para Copa. A Romênia já foi candidata ao título. São vários exemplos, e várias surpresas. Mas quando se trata de ser campeão, ainda são poucos os que conseguem.

Nos últimos anos, mesmo as finais não têm surpresas. Em 1990 teve Alemanha x Argentina. Em 1994, Brasil x Itália. Quatro anos depois, Brasil x França. No Japão, a final foi Brasil x Alemanha. Na Copa seguinte, Itália x França. E Espanha x Holanda na última edição.

Já sei o que está pensando: “Ah, Espanha foi campeã nova. E poderia ter sido a Holanda”. É bom que isso tenha vindo a tona, para eu dizer: Se a Holanda for campeã, não venha me cobrar por esse texto. A Laranja está longe de ser uma campeã surpreendente. Aliás, está mais do que na hora deles levantarem a Taça FIFA.

Então, reitero: o campeão não será surpreendente! O que não vale muita coisa, já que nessa Copa a Espanha era favorita, a Costa Rica saco de pancadas, a Austrália galinha morta (e quase venceu a Holanda), o calor atrapalha a condição física e não teria muitos gols, a França sem Ribéry não assusta, Portugal e Alemanha iriam passar tranquilamente, a Argentina era o melhor time, o Brasil é favorito por causa do apoio da torcida... São tantos exemplos quebrados, que fica difícil tentar prever alguma coisa. Só sei que nada sei.