24 de jun. de 2014

Copa define filosofia de futebol


No livro Tática Mente, PVC conta a história das copas do mundo por meio das mudanças nos esquemas de jogo. O evento é destaque no livro pois as datas de criação (ou afirmação) das táticas acontecem em copas. É no maior torneio da FIFA que os olhos do mundo estão virados para o futebol, até para quem não gosta do esporte.

A dimensão do que acontece na Copa do Mundo é imensamente maior até do que a Liga dos Campeões. Jogadores medianos ficam famosos, craques viram estrelas e erros podem mudar as carreiras daqueles que os cometem. Quando se trata de time e da filosofia do futebol, também.

Desde sempre, os acontecimentos em uma Copa do Mundo moldam a forma de pensar dali para frente (vamos esquecer esquemas táticos a partir daqui). Depois do título da França em 1998, o importante era ter jogadores como Zidane. Simples, calmos e com passes precisos. Um jogador pensador, mas que não precisa ser um 10 clássico.

Em 2002, o Brasil mostrou para o mundo que a camisa pesa, e que a do Brasil enverga varal. Foi campeão novamente após vencer em 1994 e estar na final em 1998. Também deixou claro que sempre é preciso confiar no craque, mesmo que ele venha de uma contusão.

Em 2006, a Itália conquistou o título e elevou Cannavarro, um zagueiro, ao posto de melhor do mundo seis meses depois da Copa. A partir dali, o importante era a zaga e se previa o fim dos criadores de jogadas.

Em 2010, a posse de bola de repente passou a ser a estética mais importante. Quem tinha a posse de bola, ganhava os jogos... até 2010, quando a La Roja perdeu da Holanda. A derrota da Espanha para o Chile e a eliminação no segundo jogo matou o tiki-taka.

Tudo bem, não matou, mas deixou esse tipo de pensamento de futebol no seu devido lugar: só mais uma boa opção de jogo.

Quando o Barcelona venceu tudo o que pôde, e sempre com a maior posse de bola, somado com as conquistas da Espanha em duas Eurocopas e uma Copa do Mundo, os especialistas apontavam o tiki-taka como o jeito certo de se jogar futebol. Vamos trocar passes, pois se os adversários não têm a bola, não podem fazer gols. Acontece que times como a Holanda não precisam ficar tanto tempo com a bola para fazer gols.

O que nos reserva para 2014 é imprevisível. O pensamento sobre futebol confirmado pela Copa do Mundo no Brasil é dever do campeão.

Se for um time do continente americano, talvez seja considerado a importância da torcida, ou do clima. Se for a Alemanha, o trabalho a longo prazo pode ser a questão. Se for a Costa Rica, Colômbia ou Chile pode morrer o favoritismo e o equilíbrio no futebol, ainda mais em um ano com Atlético de Madrid campeão espanhol.


Não dá para saber, melhor conversamos de novo no dia 13 de julho. 

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