No livro
Tática Mente, PVC conta a história das copas do mundo por meio das mudanças nos
esquemas de jogo. O evento é destaque no livro pois as datas de criação (ou
afirmação) das táticas acontecem em copas. É no maior torneio da FIFA que os
olhos do mundo estão virados para o futebol, até para quem não gosta do
esporte.
A dimensão
do que acontece na Copa do Mundo é imensamente maior até do que a Liga dos
Campeões. Jogadores medianos ficam famosos, craques viram estrelas e erros
podem mudar as carreiras daqueles que os cometem. Quando se trata de time e da
filosofia do futebol, também.
Desde
sempre, os acontecimentos em uma Copa do Mundo moldam a forma de pensar dali
para frente (vamos esquecer esquemas táticos a partir daqui). Depois do título
da França em 1998, o importante era ter jogadores como Zidane. Simples, calmos
e com passes precisos. Um jogador pensador, mas que não precisa ser um 10
clássico.
Em 2002, o
Brasil mostrou para o mundo que a camisa pesa, e que a do Brasil enverga varal.
Foi campeão novamente após vencer em 1994 e estar na final em 1998. Também
deixou claro que sempre é preciso confiar no craque, mesmo que ele venha de uma
contusão.
Em 2006, a
Itália conquistou o título e elevou Cannavarro, um zagueiro, ao posto de melhor
do mundo seis meses depois da Copa. A partir dali, o importante era a zaga e se
previa o fim dos criadores de jogadas.
Em 2010, a
posse de bola de repente passou a ser a estética mais importante. Quem tinha a
posse de bola, ganhava os jogos... até 2010, quando a La Roja perdeu da
Holanda. A derrota da Espanha para o Chile e a eliminação no segundo jogo matou
o tiki-taka.
Tudo bem,
não matou, mas deixou esse tipo de pensamento de futebol no seu devido lugar:
só mais uma boa opção de jogo.
Quando o
Barcelona venceu tudo o que pôde, e sempre com a maior posse de bola, somado
com as conquistas da Espanha em duas Eurocopas e uma Copa do Mundo, os
especialistas apontavam o tiki-taka como o jeito certo de se jogar futebol.
Vamos trocar passes, pois se os adversários não têm a bola, não podem fazer
gols. Acontece que times como a Holanda não precisam ficar tanto tempo com a
bola para fazer gols.
O que nos
reserva para 2014 é imprevisível. O pensamento sobre futebol confirmado pela
Copa do Mundo no Brasil é dever do campeão.
Se for um
time do continente americano, talvez seja considerado a importância da torcida,
ou do clima. Se for a Alemanha, o trabalho a longo prazo pode ser a questão. Se
for a Costa Rica, Colômbia ou Chile pode morrer o favoritismo e o equilíbrio no
futebol, ainda mais em um ano com Atlético de Madrid campeão espanhol.
Não dá para
saber, melhor conversamos de novo no dia 13 de julho.

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