Tudo começa
com a saída de Ricardo Teixeira do comando da Confederação Brasileira de
Futebol (CBF). Um dos maiores corruptos do esporte deixa o comando do futebol
brasileiro. Hora de renovação? Nada! O vice mais velho, José Maria Marin,
assume a CBF.
Ao invés de
avançarmos, regredimos. No primeiro sinal de fraqueza de Mano Menezes, com
Marin à frente, o atual treinador do Corinthians foi demitido do comando do
Brasil. Logo quando todos concordávamos que “o Mano estava começando a montar
um time...” Nada demais, quem sabe entrava alguém melhor.
Mas Marin
tem cabeça fechada, e pensa, digo, não pensa. Sonhando com o Luis Felipe
Scolari dos anos 2000, campeão da Libertadores e da Copa do Mundo, trouxe o
Felipão dos fracassos no Chelsea, temporada no Uzbequistão e rebaixamento no
Palmeiras.
Tudo bem,
até engolimos o nome quando os resultados começaram a aparecer. Resultados que
foram cortina de fumaça, mais uma vez. Como foi com Parreira na Copa América e
Confederações, como foi com Dunga com os mesmos torneios e novamente com Felipão
no torneio teste em 2013, quando a vitória contra Espanha transformou a seleção
brasileira em favorita para Copa do Mundo.
José Maria
Marin é o grande culpado, um pouco a frente do treinador da seleção. Felipão fez
o que ele sabe, ou seja, nada de tática, e muito de coração. Todo mundo (que
entende um pouco de futebol) sabe disso. Isso deixa claro que Marin não sabe
nada de futebol.
O grande
carrasco do Brasil hoje dá exemplo. Você acha que a Alemanha surgiu do nada? Você
acha que o massacre dos 7x1 foi sem querer? Sorte? Nada disso.
A Copa de
2006 foi na Alemanha, ainda assim eles apostaram em jovens jogadores. Alguns que
estavam em campo no massacre alemão contra o Brasil. Desde 2006! O trabalho de
Joachim Löw começou em 2004, com assistente. E titular no cargo de treinador
desde 2006, após o fim da Copa. Em 2010, o trabalho continuou e novos
jogadores, como Muller, foram apresentados.
A Alemanha
pode ser considerada um time montado desde o fracasso de 2002. Que, óbvio, mesmo
com tantos elogios, não pode ser considerada vitoriosa, mesmo que vença a Copa.
Essa geração reúne derrotas nas Copas de 2006 e 2010, e Eurocopas entre esses
mundiais. Mas sempre caindo na semifinal, e sempre caindo de pé, e sempre
mantendo o trabalho.
O trabalho da
Alemanha foi além da seleção. O campeonato nacional tem o maior público do
mundo. Os times se fortaleceram. Transformaram o Bayern de Munique em um dos
maiores clubes da Europa. A Liga dos Campeões teve final alemã há dois anos. O
campeonato, e os clubes, estão tão fortes que ‘roubaram’ uma vaga da Itália na
Champions League. Alemanha é o país do futebol?
Nunca é bom
perder. Pior ainda ser humilhado em casa. Mas que os 7x1 ecoem como um lembrete
que o futebol brasileiro está em estado terminal. Que parem de citar os cinco
títulos, como prova de que está tudo bem. Que saibam que a Era Pelé, Era Zico,
Era dos Rs (Ronaldos e Rivaldo) passou.
E
principalmente, que com trabalho e gestão do futebol, é possível criar a Era
Neymar. Que o futebol brasileiro está em estado terminal, não morto. Que nós
moramos em um país de 200 milhões de habitantes, no qual quase todos gostam de futebol
e todos querem virar jogador. Que nós moramos em uma nação que pode voltar a
ser o país do futebol.
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