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14 de mar. de 2015

Quero falar de futebol

No Campeonato Paulista, cada vez mais a diferença das cotas de televisão vai fazendo a diferença. Apesar da taça do Ituano no ano passado, os jogos estão cada vez mais previsíveis entre grandes e pequenos. Mesmo jogando mal, Corinthians e São Paulo venceram na última rodada. O Palmeiras, ainda em busca do time perfeito, venceu a maioria, perdendo apenas para os times da série A. Até o Santos, que poderia estar preocupando pela debandada, está com a maior pontuação do torneio.

No Campeonato Carioca, o nível continua baixíssimo, comprovado pelos públicos dos jogos. Brigas pelo controle no preço dos ingressos, racha entre dirigentes, discussão pelo lado do estádio no Maracanã, jogos em um Nilton Santos ainda em reforma, mancham a imagem do torneio, que era para ser o estadual mais charmoso do Brasil. Longe disso.

Com os outros grandes, a preocupação é com os times de Minas Gerais, principalmente com o Atlético-MG, e Grêmio. O galo deveria estar continuar o ritmo de 2014, levando em consideração que apenas Diego Tardelli saiu. Acho que não demos a importância devida para a baixa. O Grêmio segue o inferno astral de Felipão desde a volta para o Brasil. Rebaixamento com o Palmeiras, humilhação com o Brasil e, agora, dificuldades no Gaúcho.

No Campeonato Inglês, o Chelsea continua com uma vantagem difícil de ser tirada em futebol desse nível. São cinco pontos para o segundo colocado Manchester City, com um jogo a menos e uma competição a menos (saiu da Liga dos Campeões nesse meio de semana). A boa briga de acompanhar é pelas vagas na Champions. Arsenal e Manchester United comandam. Liverpool segue logo atrás. Tottenham não deve ser descartado, Não esqueçam do Southampton.

No Campeonato Espanhol, adivinha: Real Madrid e Barcelona são os favoritos. Mesmo o Atlético de Madrid, campeão no ano passado, já tem 9 pontos para o time de Neymar, que é líder. A disputa fica ainda mais desigual quando coloca-se a crise do Real na mesa. As crises dos galáticos e do José Mourinho nos últimos anos provocaram o título tranquilo do Barça.

No Campeonato Alemão, o Bayer de Munique briga com ele mesmo por recordes. São 14 pontos de diferença para o segundo lugar, Wolfsburg, que tem 8 pontos de diferença para o terceiro colocado Bayer Leverkusen. A surpresa era a briga do Borussia Dortmund contra o rebaixamento, e nem isso tem mais. O time já abriu cinco de vantagem para o Paderborn, primeiro na zona de rebaixamento. Abaixo do Borussia, cinco times estão com mais chances de cair.

5 de mar. de 2015

A convocação de Dunga, setor a setor

O treinador amador do Brasil, Dunga, convocou os jogadores que compõem a seleção para os próximos jogos, contra a França no dia 26 de março e contra o Chile no dia 29 de março.

Dois bons adversários que poderiam dar grandes confrontos. Pena que tudo o que o Dunga quer é uma vitória, mesmo que ele tenha que amarrar o jogo, segurar o adversário, fazer muitas faltas e jogar defensivamente. #odunganaorepresentaobrasil.

Dunga. (Reprodução)
Eu aposto que se o Brasil não tivesse um Neymar, que tem o DNA de artilheiro, empatava todo o jogo de 0x0. O mito do Dunga persiste por causa de dois jogos impecáveis contra a Argentina, e por nesses, ter feito o Júlio Baptista jogar em nível de seleção.

Mas isso é uma discussão para outra hora. Agora, a ideia é analisar o que representa a convocação em cada setor.

GOLEIROS | Diego Alves, Marcelo Grohe e Jefferson
Eu juro que eu não entendo a necessidade de testar goleiros em seleções. Muitas vezes, vem um novo, joga uma partida, ou nem isso. Se entra em campo, faz uma ou duas defesas que não indica a importância. Eu prefiro treinador que tem um goleiros de confiança e pronto.

LATERAIS | Danilo, Fabinho, Filipe Luís e Marcelo
[Teoria da conspiração] O Dunga não assiste jogos de Portugal, mas teve que convocar por causa do interesse do Barcelona com Danilo [fim da teoria da conspiração]. Essa convocação comprova a falta de bons laterais no futebol brasileiro. O Marcelo não foi convocado pós-Copa por não se enquadrar na D.D. (Ditadura Dunga), mas precisou voltar pois ninguém chega perto da habilidade dele. Os outros não jogam em times de maior expressão ou são reservas nele.

ZAGUEIROS | David Luiz, Marquinhos, Miranda e Thiago Silva
Sem discussão. A batalha para ser convocado nessa posição é parecida com a parte de ataque nos anos 90 e 2000 (que saudade!).

MEIO-CAMPISTAS | Elias, Fernandinho, Luiz Gustavo, Oscar, Philipe Coutinho, Souza e Willian
Com todo respeito a Luiz Gustavo e a ótima Copa do Mundo que ele fez, o Brasil não precisa mais do jogador de meio-campo que o treinador defende como "não tem tanta habilidade para atacar, mas é bom marcador", "fecha a zaga"... Sem comparar com a Alemanha, mas se eles têm Schweinsteiger, que pelo menos nós tentemos um volante criativo como primeiro na segunda linha. Lembrem-se: o que importa em amistosos é testes, não vitórias.

ATACANTES | Diego Tardelli, Douglas Costa, Neymar, Roberto Firmino, Robinho
A: "O Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e Tardelli foram convocados?"

B: "Só o Tardelli."

A: "Que bom. Futebol chinês e árabe não tem condições de preparar jogadores da seleção brasileira. Se eles ficarem lá por um ano, não adianta preparar o time com esse jogadores, pois eles vão perder ritmo. E o Tardelli, tudo bem, vamos ver."

B: "Verdade."

A: "É... talvez eu esteja errado sobre o Dunga. Ele deixou o Neymar comandar o time e..."

B: "O Robinho foi convocado."

A: (Incrédulo) "Sério? É piada."

B: "Não."

A: "Parei."


24 de jun. de 2014

Copa define filosofia de futebol


No livro Tática Mente, PVC conta a história das copas do mundo por meio das mudanças nos esquemas de jogo. O evento é destaque no livro pois as datas de criação (ou afirmação) das táticas acontecem em copas. É no maior torneio da FIFA que os olhos do mundo estão virados para o futebol, até para quem não gosta do esporte.

A dimensão do que acontece na Copa do Mundo é imensamente maior até do que a Liga dos Campeões. Jogadores medianos ficam famosos, craques viram estrelas e erros podem mudar as carreiras daqueles que os cometem. Quando se trata de time e da filosofia do futebol, também.

Desde sempre, os acontecimentos em uma Copa do Mundo moldam a forma de pensar dali para frente (vamos esquecer esquemas táticos a partir daqui). Depois do título da França em 1998, o importante era ter jogadores como Zidane. Simples, calmos e com passes precisos. Um jogador pensador, mas que não precisa ser um 10 clássico.

Em 2002, o Brasil mostrou para o mundo que a camisa pesa, e que a do Brasil enverga varal. Foi campeão novamente após vencer em 1994 e estar na final em 1998. Também deixou claro que sempre é preciso confiar no craque, mesmo que ele venha de uma contusão.

Em 2006, a Itália conquistou o título e elevou Cannavarro, um zagueiro, ao posto de melhor do mundo seis meses depois da Copa. A partir dali, o importante era a zaga e se previa o fim dos criadores de jogadas.

Em 2010, a posse de bola de repente passou a ser a estética mais importante. Quem tinha a posse de bola, ganhava os jogos... até 2010, quando a La Roja perdeu da Holanda. A derrota da Espanha para o Chile e a eliminação no segundo jogo matou o tiki-taka.

Tudo bem, não matou, mas deixou esse tipo de pensamento de futebol no seu devido lugar: só mais uma boa opção de jogo.

Quando o Barcelona venceu tudo o que pôde, e sempre com a maior posse de bola, somado com as conquistas da Espanha em duas Eurocopas e uma Copa do Mundo, os especialistas apontavam o tiki-taka como o jeito certo de se jogar futebol. Vamos trocar passes, pois se os adversários não têm a bola, não podem fazer gols. Acontece que times como a Holanda não precisam ficar tanto tempo com a bola para fazer gols.

O que nos reserva para 2014 é imprevisível. O pensamento sobre futebol confirmado pela Copa do Mundo no Brasil é dever do campeão.

Se for um time do continente americano, talvez seja considerado a importância da torcida, ou do clima. Se for a Alemanha, o trabalho a longo prazo pode ser a questão. Se for a Costa Rica, Colômbia ou Chile pode morrer o favoritismo e o equilíbrio no futebol, ainda mais em um ano com Atlético de Madrid campeão espanhol.


Não dá para saber, melhor conversamos de novo no dia 13 de julho. 

19 de jun. de 2014

Quem vai ser campeão da Copa

Eu sei quem vai ser campeão! Será o Brasil, pois assim como em 58 e 62, a seleção brasileira empatou o segundo jogo em 0x0. Se bem que em 2010 também fez 3x1 (Costa do Marfim) e 0x0 (Portugal), como neste ano, e acabou eliminado. E também nunca fomos campeões das Confederações e ganhamos a Copa do no ano seguinte.

Então, tenho a certeza que a Alemanha levanta a taça no Maracanã. Nunca um tricampeão demorou mais (e menos) de 24 anos para ser tetra. O Brasil venceu em 70, e 24 anos depois, em 94. Mesma distância entre 82 e 2006, no caso da Itália. Adivinha a diferença entre 2014 e 1990, ano do último título da Alemanha.

Pensando bem, a campeã vai ser a Argentina. Nunca o melhor do mundo no ano anterior foi destaque na Copa do Mundo. Messi ganhou quatro anos seguidos, menos, justamente, o ano passado, um antes da Copa. Messi destaque, Hermanos campeões.

Mas, lembrem-se, quando países sul-americanos sediam copas, a tendência é ter um bicampeão. Foi assim no Brasil, em 1950, e no Chile, em 1962. Então, as chances para França e Inglaterra são grandes.

E o fantasma do Maracanazo? Está escrito: o Uruguai só será campeão jogando em casa, ou jogando no Brasil. De preferência, sob clima de oba oba no país sede de 2014, e de 1950.

Esqueçam tudo o que eu falei. A campeã vai ser a Itália. Eu quase me esqueci dela, assim como todos os especialistas, estes que ignoram a Azzurra por não ter um time forte. Assim como fizeram em 1982 e 2006. Quando a Itália vem sem chances, acaba levando o caneco.


Não adianta mudar, está tudo escrito. Depois não diga que eu não avisei.

15 de abr. de 2014

Liga dos Campeões Estadual

Eu e os 450 pagantes de Bonsucesso e Flamengo temos uma certeza: algo precisa ser feito nos campeonatos estaduais. Ok, tudo bem, tem muita gente que também faz parte do nosso clube, o Por-Favor-Mudem-Esses-Estaduais-Sem-Graça. Que, para deixar claro, não é o Acabem-Com-Essas-Porcarias-De-Campeonatos. Eu ainda consigo ver um pouco (quase mínimo) de valor, e uma projeção interessante para o futuro. É possível desenvolver um produto (sem querer me fingir de especialista de marketing) que seja bom para todo mundo, clubes grandes, médios e pequenos. Essa proposta é para estaduais com times grandes, pois esses são os piores. Os grandes não gostam de jogar, ainda assim são sempre os finalistas. Para os pequenos, também não vale tanto. Quando um pequeno resolve roubar a cena, como o Santo André em 2010, não resulta em nada futuro para o clube. Hoje, quatro anos depois, o time do ABC paulista está no Paulista A2. Do que adianta ter feito aquele grande campeonato? Precisamos de algo novo! Mas antes de pensar em uma proposta para melhorar esses torneios, é preciso apagar algumas certezas que os “especialistas” em campeonatos estaduais, as federações, têm. A primeira:

Flamengo e Bonsucesso jogaram para um público ridículo.

É preciso ter mais jogos para ter mais renda. A lógica dos organizadores é: se eu lucro R$ 100 com um jogo no ano, então se eu fizer quatro jogos o lucro vai ser de R$ 400 no ano. Faz sentido no papel, mas a realidade é diferente. Primeiro que estamos tratando de atletas fazendo esforço físico, em nível profissional. Não adianta abusar e achar que os jogadores de futebol podem dar um espetáculo em um jogo, sendo que eles ainda se recuperam da partida que aconteceu há três dias. Uma vez, tudo bem. Mas constantemente é complicado. Quarta-domingo-quarta-domingo-quarta-domingo-quarta-domingo não dá. É possível jogar, mas não no melhor nível. O que resulta em partidas incrivelmente chatas, mesmo quando temos a perspectiva de um time grande golear um pequeno.

E nem é preciso pedir isso dos jogadores. Sabe qual é a maior liga de esportes do mundo? A NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos. Eles têm um lucro de quase US$ 1 bilhão, mais de US$ 400 milhões maior que a segunda, a Premier League. Eles arrecadam tanto dinheiro porque têm o maior contrato de transmissão de TV, de US$ 1,9 bilhão. Vamos pensar na lógica dos “especialistas” em estaduais: “eles devem ter uns 80 jogos por temporada, para lucrar tanto!”. Calma, vou checar. Achei uma informação aqui que acho que está errada, vou continuar procurando. Espera aí, é isso mesmo. Cada time faz apenas 16 jogos na temporada, e para ser campeão, 20 jogos.  Isso lotando os estádios e tendo as maiores audiências da televisão americana. Então é possível lucrar e fazer um campeonato interessante, mesmo com poucos jogos! Só para citar mais dois campeonatos com poucos jogos e muito lucro, não sei se vocês conhecem: Copa do Mundo (7 jogos para ser campeão) e Liga dos Campeões (13 jogos para ser campeão¹).

Como eles fazem essa mágica? Com um planejamento, plano de marketing, propaganda, estrutura, organização e um monte de outras coisas da esfera de negócios que aqui não cabe detalhar. Um ponto pode ser destacado, que eu vou chamar de Fator-Final-da-Copa-do-Mundo. Se China e Honduras um dia fizerem uma final de Copa do Mundo, o preço não vai ficar mais baixo e não vai esvaziar o estádio. Sabe por quê? A partida que decide o campeão do mundo acontece de quatro em quatro anos. Como perder um evento que é tão raro e tão importante? Repetindo, não é só isso. Tem planejamento, marketing, etc. Mas é inegável pensar que quanto mais raro é um jogo, maior o seu Fator-Final-da-Copa-do-Mundo.  Mesmo que outros campeonatos, como a Premier League (38 jogos), NBA (no mínimo 98 jogos para ser campeão) e MLB (mais de 100 jogos) tenham tantos jogos e faturem bastante, é preciso pensar que não adianta fazer um estadual com 38 jogos, sendo que o Campeonato Brasileiro, o mais importante, também tem muitos jogos.

O importante aqui é que a lógica quanto mais jogos mais renda nem funciona para o Estadual. Com o custo de operação de um jogo, tem time que perde dinheiro ao jogar nesses torneios. São dias em que a renda do jogo é R$ 3.000 e o custo para jogar é R$ 5.000. Nem sempre é assim. Mas também não é viável um time grande, e mesmo pequeno, jogar toda essa maratona, desgastar o time para as principais competições, para lucrar quase nada. Imagine você trabalhar 18 horas por dia em dois empregos para ganhar R$ 900, não vale a pena. Se os bancos vazios de um jogo tivessem pessoas, era possível cancelar outro jogo. Explicando. Corinthians joga para 18 mil e 19 mil em dois jogos diferentes. Sendo a capacidade do Pacaembu 40 mil pessoas, o jogo domingo-quarta poderia ser um só, com estádio lotado e jogadores descansados para a próxima rodada. E isso pois estamos falando de um dos times que mais levam torcedores aos estádios. Eu não quero entrar no assunto São Paulo com estádio de 60 mil lugares e oito mil de média.

Não vou entrar no assunto, mas a foto explica tudo.

Todos os grandes precisam se enfrentar. Toda fórmula estranha de campeonato estadual que você encontrar por aí tem um único objetivo: colocar todos os grandes frente a frente na primeira fase e, se possível, fazer com que eles se enfrentem na semifinal e final. Tudo com o objetivo de trazer mais audiência. Então tudo o que eles querem é que os pequenos não façam grandes coisas no campeonato e tudo o que eles falam é que o campeonato tem os grandes para ajudar os pequenos.

A ideia é que clássicos atraem mais pessoas. Com certeza! Mas não são os clássicos que atraem os maiores públicos, são os bons jogos. Antes de enfrentar o Palmeiras, o Santos jogou em casa com Oeste, Bragantino, Atlético Sorocaba, Comercial, Botafogo (SP), Corinthians e XV de Piracicaba. Levanta a mão quem está disposto a assistir Santos x Oeste, com ingresso caro, tendo que pagar um flanelinha ao estacionar, e se quiser tomar um gole de água, vai ter que pagar uns R$ 4²? Ah, lembre-se que você pode economizar e assistir Santos e Palmeiras no jogo seguinte. Um jogo entre um time de série A e um que nem participa da série D ou está na série C não é atrativo, ainda mais não valendo nada. O Corinthians perdeu do São Bernardo, Santos, São Paulo, Ponte Preta e Bragantino, empatou mais três jogos, e ainda assim chegou com chances de classificação na penúltima rodada. O São Paulo teve quatro derrotas e três empates e ainda assim se classificou em primeiro no seu grupo. Ou seja, um jogo entre Flamengo e Bonsucesso no meio do campeonato na fase de pontos corridos não vale nada. Porque o torcedor pagaria R$ 200 (ingressos e outros custos) para levar a família para assistir esse jogo? A questão é deixar todos os jogos do Paulistão/Carioca importantes, para os grandes e para os pequenos.  Ao invés disso, eles fazem o mais fácil e programam jogos entre os grandes na primeira fase, e criam um regulamento para clássicos na segunda fase.

Só para deixar claro: eu não sou doido de pensar que um jogo entre Vasco e Friburguense em um campeonato novo, com melhor regulamento, é mais atrativo que Vasco e Flamengo no formato do Carioca atual. Meu ponto aqui é deixar de lado que os clássicos na primeira fase sejam tão essenciais, e que o fato de as federações inventarem formas de colocar os grandes frente a frente na primeira fase faz os estaduais terem mais datas do que o necessário. E serve de desculpa para os grandes gênios que organizam os campeonatos nem pensarem em formas de diminuir o número de jogos. O que eu quero falar é: se você deixar os jogos mais interessantes e mais importantes, os grandes não precisam se enfrentar.

Os grandes precisam enfrentar os pequenos. O número de jogos nos campeonatos estaduais pode ser explicado pelos dois primeiros tópicos desse texto, mas acho que o principal motivo é esse. Os gênios das federações acham que fomentar o futebol no interior dos estados é levar os times grandes para jogar no interior. A lógica é que o público das cidades menores pague caro para ver o Palmeiras, Flamengo, Fluminense jogando no estádio perto do quintal de casa. A renda arrecadada ajuda o clube pequeno a pagar as contas por um tempo. De novo, a medida mais simples e enganosa.

Os números estão do lado deles. Analisando três times pequenos e seus jogos em casa, a renda em jogo contra grandes é infinitamente maior do que entre clubes do mesmo nível. O Mogi Mirim fez oito jogos em casa. Somando a renda de dois contra grandes: R$ 97.655,75. Agora das outras seis partidas: - R$ 47.407,50. Isso mesmo, quase 50 mil reais de prejuízo. Com isso, o time do Rivaldo teve R$ 50.248,25 de lucro jogando o Campeonato Paulista. Bom né? Mas compensa? Desgastar os times grandes, lotar o calendário do futebol brasileiro, deixar os pequenos jogarem só no primeiro semestre, para pagar um mês de salário, e as vezes nem isso. Em outros times, o lucro é maior, mas ainda assim não o suficiente. Contando apenas a primeira fase, o Ituano lucrou R$ 3.634,54, mas só jogou com um grande na casa dele. Outro pequeno que se destacou, o Penapolense, teve lucro de R$ 506.157,97. Bem maior que os outros exemplos, mas ainda assim paga os salários e nem sempre joga no segundo semestre.

RENDA DOS JOGOS EM CASA
Mogi Mirim
vs Corinthians - R$ 45.770,24
vs Comercial - R$ -6.461,87
vs Paulista - R$ -7.324,10
vs Santos - R$ 51.885,51
vs Ituano - R$ -9.886,52
vs Audax - R$ -8.808,03
vs Sorocaba - R$ -6.914,23
vs XV Piracicaba - R$ -8.012,75
Ituano
vs Penapolense - R$ -69,71
vs Sorocaba - R$ 1.339,16
vs Linense - R$ -3.871,16
vs Bragantino - R$ -5.074,77
vs São Bernardo - R$ 3.814,36
vs Santos - R$ 11.043,32
vs Portuguesa - R$ -3.546,66
Penapolense
vs Corinthians - R$ 283.031,59
vs XV Piracicaba - R$ 4.946,56
vs Ponte Preta - R$ 19.998,84
vs Portuguesa - R$ 16.890,11
vs Santos - R$ 170.384,54
vs São Bernardo - R$ 1.032,82
vs Mogi Mirim - R$ 1.445,80
vs Bragantino - R$ 8.427,71

Quase compra de votos para se eleger a presidente da Federação de Futebol de São Paulo. Os clubes escolhem o dirigente e a maioria dos times é pequeno e do interior. Nas eleições para prefeito das cidades, os canalhas que compram votos, geralmente fazem por R$ 50 para as pessoas mais humildes. Para esses eleitores, essa quantia, só por um voto, é coisa de outro mundo. Acho que é o que acontece com os dirigentes dos pequenos quando fazem a comparação acima. O Mogi Mirim teve prejuízos em todos os jogos, menos contra os grandes. Os cartolas do clube devem se abraçar, sorrir, estourar champanhe quando comparam os números. É coisa de outro mundo. “Nós? R$ 45.770,24?! Traga o melhor champanhe e um charuto cubano, que nós vamos comemorar”.  “Como não votar no dirigente que fez isso pela gente.” E assim, os gênios das federações se mantêm no poder. O voto de um clube pequeno vale o mesmo que do clube grande.

Marco Polo Del Nero
Agora, pensar nas razões que levam o público para os estádios, isso eles não fazem. O primeiro motivo e mais óbvio é ver os grandes jogadores. Luís Fabiano, Jadson, Ralf, Cícero, Arouca, Alan Kardec, Rogério Ceni trazem mais público que os outros jogadores. Só por isso. Com certeza, não é para ver um bom jogo. Até porque assistir esses jogos é uma tristeza. Um time que tenta entrar em uma retranca, e quase nunca consegue. Jogos terminam 0x0, 1x0, 2x0, 2x1, após um futebol de péssima qualidade. Na maioria das vezes, o time pequeno fica acuado, e o grande não está preparado fisicamente, sendo começo de temporada. Ingredientes para o mau futebol. Então os atletas são o grande apelo. O que fazer? Construir um jogo de grande apelo. Se cada jogo tiver uma importância de quase final de campeonato, cada jogo pode valer uma classificação, como é na Libertadores, Copa do Mundo e Liga dos Campeões ³. Se ficar na cabeça que os grandes precisam enfrentar os pequenos no interior, nunca vai se mudar essa mentalidade.

A PROPOSTA
Então partimos com essa missão: transformar os jogos do paulista em grandes eventos. Vamos nos basear no seguinte: a Liga de Futebol Americano (NFL) tem poucos jogos, dura pouco tempo, e ainda assim tem uma das maiores competições esportivas. Assim como a Liga dos Campeões e a Copa do Mundo. Com a raridade dos jogos, as partidas ficam mais importantes. Cada jogo precisa valer uma classificação, ou o rebaixamento. Vocês já sabem aonde isso vai levar, certo? O título do texto entregou a resposta.

O próprio movimento do Bom Senso F.C. sugeriu copiar o modelo da Copa do Mundo para fazer o Paulista. Concordo! Com quase tudo. Dessa forma, é bom para os times grandes, e continua ruim para os pequenos. Os times fazem uns 6, 7 jogos, outros vão fazer só três. Embora a proposta fale de outras competições e calendário para o ano todo, não acho justo diminuir tanto o número de jogos. E outra coisa, na fase de grupos, seria interessante colocar grandes no interior, como foi mostrado nas rendas de times pequenos. O modelo ideal seria o da Liga dos Campeões, que tem o mesmo formato do mundial da FIFA, mas com jogos de ida e volta. A Copa do Mundo dura um mês e a Liga dos Campeões, pela lógica, poderia durar dois meses (é espaçada para durar um ano). Hoje, o campeonato é jogado de janeiro (final do mês) a abril, quatro meses, com 19 jogos. Copiando a Liga dos Campeões, o Paulista e o Carioca poderiam ser jogados em março e abril, dando mais espaço para pré-temporada, com 13 jogos para quem disputar o título, sendo a maioria em fase de mata-mata, logo, mais atrativa.

Uma das alternativas antigas para diminuir o número de jogos, era diminuir o número de times na Série A do Paulista. A resposta da federação? São Paulo tem muitos times e teria que agregar o máximo de clubes no nível mais alto. Pronto! Com o modelo da Liga dos Campeões Paulista, seriam 32 clubes jogando a série A, ao invés dos 20 usuais. Com o novo formato, mais times poderiam participar, mais times teriam a chance de ser campeões. Seriam oito grupos, e os times com mais história no Estado seriam cabeças-de-chave. A tabela teria que ser feita para que os grandes só se encontrem na semifinal, pois certas coisas não podem mudar. Dos oito grupos, dois se classificam. Depois, oitavas-de-final, quartas, semi e a grande final em jogo único, no Pacaembu, como a Copa da Inglaterra, que encerra em Wembley.

São oito grupos com quatro clubes cada, sendo que dois se classificam. Cada time teria seis jogos, sendo três em casa. Todos começariam com chance de classificação, mesmo aqueles com clubes grandes no grupo. E cada jogo, principalmente em casa, seria importante. Clubes pequenos já venceram a Copa do Brasil. O Chelsea já derrotou o Barcelona na Liga dos Campeões e venceu o torneio. O Liverpool terminou em quinto em 2005 na Premier League, e ainda assim levou a Champions. Exemplos, sem contar as zebras que já aconteceram na Libertadores. Em mata-mata, o resultado fica imprevisível. Para chegar a essa fase, o time pequeno precisaria vencer pelo menos as três em casa. Três jogos em casa. Só. Para o torcedor, cada jogo valeria a chance de ir jogar no mata-mata. A chance de ser uma zebra e ser campeão paulista. Com esse apelo, os times e até a própria federação podem fazer campanhas publicitárias para vender o campeonato.

Com a Liga dos Campeões Paulista, 32 clubes estariam na disputa. Então seriam 32 clubes na primeira divisão? Não. E aqui se resolve mais um problema: calendário para time pequeno. O estado ia ser divido em regiões, que teriam no segundo semestre uma competição própria, de pontos corridos ou não, para decidir quem ia entrar nos grupos. Quem disputa as séries A, B e C já estariam classificados. Os participantes da Série D podem alternar jogos entre as competições. Até porque, se um deles for desclassificado antes da final do torneio nacional, também ficaria sem jogos. Não haveria rebaixamento, o que pode ser uma coisa boa. Sem a pressão contra resultados ruins, os times pequenos podem arriscar mais. Pode não ser a proposta que vai mudar o futebol brasileiro, mas tenho certeza que é interessante e, se organizada, pode trazer mais público e mais visibilidade para os estaduais. Viu? Dá para fazer algo bom mesmo sem pensar no Mais Jogos Mais Renda (nome de programa do Governo Federal), todos os grandes se enfrentam e grandes precisam enfrentar os pequenos.

¹A Liga dos Campeões tem uma fase anterior a de grupos, onde times de ligas menores e times que terminaram em quarto em ligas grandes disputam. Então, mesmo sendo difícil, é possível ganhar a competição jogando 18 jogos.

² Não sei se é esse o preço da água, mas todos sabemos como os produtos dentro de estádio são superfaturados.

³ Não sou contra pontos corridos, só para deixar claro. No Brasileirão, Premier League, La Liga, cada jogo também tem grande importância, principalmente quando dois times fortes disputam o título. Mesmo jogando contra um time mais fraco, o Chelsea precisa vencer porque, provavelmente, o City vai ganhar. Então cada jogo é grande. O mesmo vale para quem disputa o rebaixamento. No Paulista, a diferença dos times e a quantidade de jogos tira isso. Raramente acontece de um time grande sair nessa fase, mesmo se perder dois jogos para pequenos, e empatar outros.

25 de mar. de 2014

Ou faz greve, ou nada acontece


O Bom Senso Futebol Clube tem tudo para fazer história no esporte mais popular do Brasil, mas ainda precisa mostrar força. Como? Greve neles! Até agora, os dirigentes têm tratado o movimento como jogadores mimados, que ganham muito e querem trabalhar pouco.

Quando a proposta do BSFC por um calendário maior foi apresentado, a resposta veio quase instantânea: não dá. Como assim?! O grupo de jogadores passa um tempo pensando uma proposta e em menos de um dia vocês já sabem que não é viável?! E como é feito hoje, é viável?! É esse tipo de atitude que deixa claro que enquanto o Bom Senso ficar publicando notas e realizar seminários, nada vai acontecer.

Quer saber como fazer? Vamos lá. Em 1964, os jogadores da NBA tinham um sindicato, que não era reconhecido pelos empresários donos das franquias. No All Star Game (aquele evento que reúne as maiores estrelas do basquete americano) daquele ano, os atletas fecharam as portas do vestiário e falaram que só sairiam para jogar se os dirigentes reconhecessem o sindicato dos jogadores e aceitassem negociações com o grupo.

Contextualizando. No ano de 1964, a NBA lutava pelo reconhecimento dos americanos como esporte de massa, e precisava das estrelas. Além disso, aquele jogo das estrelas era o primeiro a passar na televisão.

E aquela situação não foi fácil para os jogadores da NBA. Os donos de algumas franquias ameaçavam os atletas, e os obrigavam a entrar em quadra. O chefe da NBA, Walter Kennedy, tentava reverter a situação, mas não conseguia. E mesmo dentro do vestiário, a ideia de não entrar em quadra não era consenso. Segundo um dos presentes no local, Bob Pettit, os jogadores estavam divididos.

Depois de um tempo, os jogadores saíram de lá com a garantia de que haveria negociações com os dirigentes da NBA e das franquias. Enfim, um dos maiores jogadores da época, Wilt Chamberlein, convenceu os atletas a entrarem em quadra. Depois disso, e até hoje, os jogadores conseguem negociar com os empresários.

Cultura diferente, época diferente. Mesmo assim, é um exemplo de medida drástica que apresentou resultados. E tem que fazer. Não adianta ficar ameaçando greve, como o Bom Senso já fez umas dez vezes. Aliás, é um jeito de mostrar que quem realmente faz o futebol são os atletas. Os torcedores vão aos estádios ou assistem os jogos pela TV por causa dos jogadores. As camisas são vendidas por causa dos jogadores. Tudo gira em torno dos jogadores.

Agora imagina a final da Copa do Brasil. Vamos dizer que Corinthians e Flamengo cheguem lá. Os olhos do país virados para o jogo, e perto de começar, os jogadores decidem não entrar em campo a não ser que o calendário mude e que a Confederação Brasileira de Futebol aplique o fair play financeiro. E aí?

29 de jan. de 2014

O disputado Campeonato Inglês

Todo vez que era preciso elogiar o Brasileirão, o discurso do equilíbrio aparecia. "Lá na Europa, é sempre um ou dois disputando alguma coisa." Agora já era! Estamos diante de um Campeonato Inglês mais disputado. Não pelo título, tudo bem, mas com disputas interessantes. 

Pelo título:
Arsenal, surpreende e com todos os olhos esperando a primeira queda. Manchester City, com um ataque poderoso. Chelsea, com um treinador profissional na Premier League.

Pela Liga dos Campeões:
Liverpool, time mais tradicional do futebol inglês. Tottenham, correndo por fora com bons jogadores. Everton, forçando um pouco.

Correndo por fora:
Ninguém menos que Manchester United, depois da saída de Alex Fergunson, tentando se encontrar, mas ainda com as estrelas de sempre. Nunca descarte um time com: Rooney, Van Persie e Juan Mata.

E a surpresa:
O Southampton está jogando um bom futebol. Empatou em casa com o líder Arsenal em 2x2, pode dar trabalho para os favoritos.

Acesse o Tumblr: http://diretodatorcida.tumblr.com

12 de dez. de 2012

O instinto de craque




São Paulo e Tigres. Esse é o jogo mais importante até o momento na curta carreira do Lucas, que precisa provar que tem o poder de decidir, para ser considerado craque. E nada melhor que uma final, mesmo sendo da sul-americana.

O jogador precisa desenvolver o instinto de craque. Nesse jogo, ele será o grande destaque do São Paulo, e provavelmente o comandante do ataque paulista.

Sem Luís Fabiano, o único veterano líder é Rogério Ceni, que tem o fator decisão diminuído por ser goleiro. A responsabilidade deve cair nos ombros do garoto, que pode mostrar seu poder dando o título para o São Paulo.

Para assumir a função, o camisa 7 do tricolor pode buscar inspiração no próprio time, com Paulo Henrique Ganso. Em 2010, na final do paulista, contra o Santo André, o meia mostrou porque chegou a ser considerado melhor que o Neymar, por alguns, e essencial para seleção na época.

No jogo, Neymar fez dois gols, mas Ganso, além de fazer uma partida excepcional, foi responsável por segurar a bola, quando o time do Santo André atacava e chegava perto de empatar, e vencer. Ganso mostrou ser craque, e homem, naquele jogo.

Resultado, até hoje ele é visto como a maior esperança para o meio da seleção.

Lucas vai ter a chance de repetir, nesse tipo de jogo para craques, onde eles mostram que podem decidir. Emerson do Corinthians fez isso na final, e semifinal, da Libertadores e virou craque do time, mesmo sem ser artilheiro da temporada, ou líder de assistências.

Alguém pode discutir que Paulinho é o melhor jogador do alvinegro, mas justamente porque também decidiu na competição sul-americana, contra o Vasco.

O instinto de craque é decidir. É isso que falta para o Messi igualar Pelé, decidir uma copa do Mundo, e também por isso é considerado o melhor jogador na atualidade, sempre que é preciso, decide para o Barcelona.

Veja novamente, não é a quantidade de gols em uma temporada que vai definir o melhor, mas o poder de decisão.

Digamos que o Lucas chame a responsabilidade, faça a maioria das jogadas e o gol da vitória, uma partida nota 10. Lucas sairá do Brasil sem ser chamado de futuro, e sim de craque, pois terá mostrado o instinto para isso. 

22 de mai. de 2011

Três bolões para ficar de olho

É sortudo? Ou entende muito de futebol? Aproveite e use uma dessas coisas para ganhar prêmios.

Com o inicio do brasileirão nesse sábado, muitos portais estão lançando suas “bolsas de apostas” atraindo o público com muitos prêmios, principalmente televisões.

O blog então selecionou os três melhores para você não perder tempo garimpando na internet e nem com bolões que não valem a pena.

O primeiro, e melhor, é o do Sportv, ligado ao portal Globo.com, chamado Chute Certo. Desde o começo do ano, aliás, já está no ar, por isso é meio difícil recuperar o tempo perdido.

Mas, a cada cartela (que contém quinze jogos), o maior pontuador ganha uma televisão LED de 32 polegadas. E para o segundo até o quarto, kits do Sportv.

A pontuação funciona da seguinte maneira: resultado exato, 20 pontos. Acertar o resultado e o numero de gols de um dos times, 15 pontos. Apenas acertar o resultado, 10 pontos. E você ainda pode dobrar um dos jogos da cartela, antes do jogo acontecer, claro.

Outro bom bolão é o da ESPN, canal de tv à cabo focado em esportes. Você pode ir no site da emissora e se cadastrar rapidamente.

A cada rodada do brasileirão da série A, você concorre a uma televisão de 15 polegadas, e para o grande vencedor, uma COMPLETAR.

O sistema de pontuação funciona da seguinte maneira, se você acertar em cheio, ganha 18 pontos, mas se errar o gol de um dos times e acertou o vencedor, 12. Se acertou só o resultado, é 9 e 3 para se acertou o placar de um dos times mas não o vencedor. E 0 se errou tudo.

E o último é o do UOL, portal de notícias online. Esse mais discreto, pois não dá prêmios por rodada, mas é simples de usar e apostar.

A premiação no final do campeonato para o maior acertador é uma televisão LED 47 polegadas, com conexão a internet, mais um home theater e mais um blu-ray.

O segundo colocado o mesmo televisor do primeiro e mais um Nintendo Wii. O terceiro ganha o mesmo televisor de todos e o quarto a décimo, um Ipod Nano.

Os pontos são calculados da seguinte maneira: acertou em cheio, nota 10. Acertou o Linkresultado mas só o numero de gols de um time, 7 pontos. Acertou só o vencedor, 5. E até quem só acerta o número de gols, mas não o resultado, tem 2 pontos. Errou tudo, é zero mesmo.

O blog está inscrito em todos esses e com os palpites já feitos para primeira rodada, ‘iaí’, vai encarar?

CHUTE CERTO

ESPN

UOL