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14 de mar. de 2015

Quero falar de futebol

No Campeonato Paulista, cada vez mais a diferença das cotas de televisão vai fazendo a diferença. Apesar da taça do Ituano no ano passado, os jogos estão cada vez mais previsíveis entre grandes e pequenos. Mesmo jogando mal, Corinthians e São Paulo venceram na última rodada. O Palmeiras, ainda em busca do time perfeito, venceu a maioria, perdendo apenas para os times da série A. Até o Santos, que poderia estar preocupando pela debandada, está com a maior pontuação do torneio.

No Campeonato Carioca, o nível continua baixíssimo, comprovado pelos públicos dos jogos. Brigas pelo controle no preço dos ingressos, racha entre dirigentes, discussão pelo lado do estádio no Maracanã, jogos em um Nilton Santos ainda em reforma, mancham a imagem do torneio, que era para ser o estadual mais charmoso do Brasil. Longe disso.

Com os outros grandes, a preocupação é com os times de Minas Gerais, principalmente com o Atlético-MG, e Grêmio. O galo deveria estar continuar o ritmo de 2014, levando em consideração que apenas Diego Tardelli saiu. Acho que não demos a importância devida para a baixa. O Grêmio segue o inferno astral de Felipão desde a volta para o Brasil. Rebaixamento com o Palmeiras, humilhação com o Brasil e, agora, dificuldades no Gaúcho.

No Campeonato Inglês, o Chelsea continua com uma vantagem difícil de ser tirada em futebol desse nível. São cinco pontos para o segundo colocado Manchester City, com um jogo a menos e uma competição a menos (saiu da Liga dos Campeões nesse meio de semana). A boa briga de acompanhar é pelas vagas na Champions. Arsenal e Manchester United comandam. Liverpool segue logo atrás. Tottenham não deve ser descartado, Não esqueçam do Southampton.

No Campeonato Espanhol, adivinha: Real Madrid e Barcelona são os favoritos. Mesmo o Atlético de Madrid, campeão no ano passado, já tem 9 pontos para o time de Neymar, que é líder. A disputa fica ainda mais desigual quando coloca-se a crise do Real na mesa. As crises dos galáticos e do José Mourinho nos últimos anos provocaram o título tranquilo do Barça.

No Campeonato Alemão, o Bayer de Munique briga com ele mesmo por recordes. São 14 pontos de diferença para o segundo lugar, Wolfsburg, que tem 8 pontos de diferença para o terceiro colocado Bayer Leverkusen. A surpresa era a briga do Borussia Dortmund contra o rebaixamento, e nem isso tem mais. O time já abriu cinco de vantagem para o Paderborn, primeiro na zona de rebaixamento. Abaixo do Borussia, cinco times estão com mais chances de cair.

24 de jun. de 2014

Copa define filosofia de futebol


No livro Tática Mente, PVC conta a história das copas do mundo por meio das mudanças nos esquemas de jogo. O evento é destaque no livro pois as datas de criação (ou afirmação) das táticas acontecem em copas. É no maior torneio da FIFA que os olhos do mundo estão virados para o futebol, até para quem não gosta do esporte.

A dimensão do que acontece na Copa do Mundo é imensamente maior até do que a Liga dos Campeões. Jogadores medianos ficam famosos, craques viram estrelas e erros podem mudar as carreiras daqueles que os cometem. Quando se trata de time e da filosofia do futebol, também.

Desde sempre, os acontecimentos em uma Copa do Mundo moldam a forma de pensar dali para frente (vamos esquecer esquemas táticos a partir daqui). Depois do título da França em 1998, o importante era ter jogadores como Zidane. Simples, calmos e com passes precisos. Um jogador pensador, mas que não precisa ser um 10 clássico.

Em 2002, o Brasil mostrou para o mundo que a camisa pesa, e que a do Brasil enverga varal. Foi campeão novamente após vencer em 1994 e estar na final em 1998. Também deixou claro que sempre é preciso confiar no craque, mesmo que ele venha de uma contusão.

Em 2006, a Itália conquistou o título e elevou Cannavarro, um zagueiro, ao posto de melhor do mundo seis meses depois da Copa. A partir dali, o importante era a zaga e se previa o fim dos criadores de jogadas.

Em 2010, a posse de bola de repente passou a ser a estética mais importante. Quem tinha a posse de bola, ganhava os jogos... até 2010, quando a La Roja perdeu da Holanda. A derrota da Espanha para o Chile e a eliminação no segundo jogo matou o tiki-taka.

Tudo bem, não matou, mas deixou esse tipo de pensamento de futebol no seu devido lugar: só mais uma boa opção de jogo.

Quando o Barcelona venceu tudo o que pôde, e sempre com a maior posse de bola, somado com as conquistas da Espanha em duas Eurocopas e uma Copa do Mundo, os especialistas apontavam o tiki-taka como o jeito certo de se jogar futebol. Vamos trocar passes, pois se os adversários não têm a bola, não podem fazer gols. Acontece que times como a Holanda não precisam ficar tanto tempo com a bola para fazer gols.

O que nos reserva para 2014 é imprevisível. O pensamento sobre futebol confirmado pela Copa do Mundo no Brasil é dever do campeão.

Se for um time do continente americano, talvez seja considerado a importância da torcida, ou do clima. Se for a Alemanha, o trabalho a longo prazo pode ser a questão. Se for a Costa Rica, Colômbia ou Chile pode morrer o favoritismo e o equilíbrio no futebol, ainda mais em um ano com Atlético de Madrid campeão espanhol.


Não dá para saber, melhor conversamos de novo no dia 13 de julho.