São Paulo e
Tigres. Esse é o jogo mais importante até o momento na curta carreira do Lucas,
que precisa provar que tem o poder de decidir, para ser considerado craque. E nada
melhor que uma final, mesmo sendo da sul-americana.
O jogador
precisa desenvolver o instinto de craque. Nesse jogo, ele será o grande
destaque do São Paulo, e provavelmente o comandante do ataque paulista.
Sem Luís
Fabiano, o único veterano líder é Rogério Ceni, que tem o fator decisão
diminuído por ser goleiro. A responsabilidade deve cair nos ombros do garoto,
que pode mostrar seu poder dando o título para o São Paulo.
Para assumir
a função, o camisa 7 do tricolor pode buscar inspiração no próprio time, com
Paulo Henrique Ganso. Em 2010, na final do paulista, contra o Santo André, o
meia mostrou porque chegou a ser considerado melhor que o Neymar, por alguns, e
essencial para seleção na época.
No jogo,
Neymar fez dois gols, mas Ganso, além de fazer uma partida excepcional, foi
responsável por segurar a bola, quando o time do Santo André atacava e chegava
perto de empatar, e vencer. Ganso mostrou ser craque, e homem, naquele jogo.
Resultado,
até hoje ele é visto como a maior esperança para o meio da seleção.
Lucas vai
ter a chance de repetir, nesse tipo de jogo para craques, onde eles mostram que
podem decidir. Emerson do Corinthians fez isso na final, e semifinal, da
Libertadores e virou craque do time, mesmo sem ser artilheiro da temporada, ou
líder de assistências.
Alguém pode
discutir que Paulinho é o melhor jogador do alvinegro, mas justamente porque
também decidiu na competição sul-americana, contra o Vasco.
O instinto
de craque é decidir. É isso que falta para o Messi igualar Pelé, decidir uma
copa do Mundo, e também por isso é considerado o melhor jogador na atualidade,
sempre que é preciso, decide para o Barcelona.
Veja
novamente, não é a quantidade de gols em uma temporada que vai definir o
melhor, mas o poder de decisão.
Digamos que
o Lucas chame a responsabilidade, faça a maioria das jogadas e o gol da
vitória, uma partida nota 10. Lucas sairá do Brasil sem ser chamado de futuro,
e sim de craque, pois terá mostrado o instinto para isso.

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