Nesse meio
tempo, quase nada aconteceu. O mercado foi frio. Ninguém fez uma grande
contratação (no máximo, Leandro Damião). Eu nem li/ouvi a palavra ‘repatriado’
esse ano! Não veio nenhum ex-craque, hoje jogador comum da Europa e querendo um
salário de estrela (estou falando de você, Robinho) para o Brasil.
Bom Senso
F.C.? Responsabilidade fiscal? Dirigentes sentindo os supersalários de
atletas/treinadores? Medo de assumir riscos? Aprendizado com exemplos ruins?
Não sei, mas está fraco.
Ainda assim,
dá para escolher vencedores nesse Mercado de Transferência 2014 - A Edição de Gelo.
1) Internacional – ‘ufa! Foi por pouco,
mas conseguimos.’ Eu imagino que essa foi a sensação na sala da diretoria do
Internacional após a venda concretizada de Leandro Damião. Por pouco, o time do
Rio Grande do Sul não teve que sofrer com arrependimento que acontece todo ano,
e já aconteceu com todos os times. Aquele jovem se destaca, vai para seleção,
recebe uma proposta, mas o time recusa, pois vê um projeto para o jovem.
Aconteceu com o Damião.
E logo
depois vem a queda de produção, e as propostas vão sumindo ou diminuindo valor.
Também aconteceu com o Damião. E o time fica com a sensação de que perdeu a
chance de faturar muito com o jogador. Aconteceu com o Internacional, quase.
Mas eis que aparece a obscura Doyen Sports, faz parceria com o Santos e leva oatacante por R$ 41 milhões. Um milagre de natal!
Calma, não
balance a cabeça negativamente para mim ainda. Eu sei que o Leandro Damião não
desaprendeu a jogar futebol. Mas no Internacional era difícil se recuperar.
Para jogadores assim, uma mudanças de ares é o ideal. Lembre-se, o Éverton
Ribeiro já foi dispensado do Corinthians. Para o Internacional, a preocupação
de ganhar na Mega-sena com o jogador já não existe mais. A preocupação é do
Santos agora.
2) Cruzeiro – o mais difícil para o
time campeão do ano anterior é manter o elenco. O Fluminense ganha 2012 e cai
esse ano (no campo, pelo menos) após perder Welligton Nem para o time
brasileiro Shakhtar Donetsk, Thiago Neves para o mundo árabe, Deco para idade e
Fred para o Departamento Médico F.C.. O mesmo para o Corinthians que perdeu
metade do time, Paulinho, para o Tottenham. E perdeu outros também para a fisiologia
do corpo humano, como Danilo, Emerson e Douglas.
Manter o
time campeão é o ideal. Eu ficava surpreso com aqueles times que ganham o
Campeonato Brasileiro, e decidem que precisam de mais de cinco titulares, como
acontecia nos anos 90. “Time que está ganhando, não se mexe, [se melhora
pontualmente]”, não é isso produção? E o Cruzeiro tem uma máquina em mãos, e
não perdeu ninguém tãããão importante (ainda). Quem sai: Victorino, Diego Renan,
Leandro Guerreiro e Bruno Lamas (quem?).
Quem entra:
Marcelo Moreno (ruim), Vilson (médio), Rodrigo Souza (aposta), Samudio (bom) e
Marlone (muito bom). Tirando Marcelo Moreno, todos podem ser bons reservas
(Marlone pode ser titular). Aliás, o Marcelo Moreno só está no Cruzeiro, porque
lá fez sua segunda melhor temporada:
Vitória |
36J 24G
Cruzeiro |
33J 21G
Shaktar | 46J 11G
Werder Bremem | 13J 3G
Wigan | 12J 0G
Grêmio | 57J 23G
Flamengo |
21J 5G
São
contratações pontuais e boas. Acho que mais duas apostas podem fazer o Cruzeiro
vir mais forte que o ano passado, quando foi uma surpresa. Hoje, todo mundo
quer vencer o(s) time(s) de Belo Horizonte.
Então é preciso estar mais preparado e fazer o mais importante: NÃO.
PERDER. JOGADORES. IMPORTANTES.
3) O futuro do futebol brasileiro – eu
não quero estourar o champanhe ainda é comemorar o que pode ser o embrião de
uma responsabilidade fiscal dos clubes. Mas está bonito ver (algumas, que fique
bem claro) declarações de dirigentes. Vou inventar declarações de clubes que resumem
o pensamento deles para o Mercado de Transferência 2014 - A Edição de Gelo:
Corinthians: “Tenho R$ 10 milhões para
contratação, e só.”
Flamengo: “Desisto oficialmente de
Elias, muito caro, fora do nosso orçamento.”
Atlético-MG: “Não é só você não
Flamengo, ninguém no Brasil pode pagar isso pelo Elias.”
Palmeiras: “Preciso de novos jogadores,
mas não tenho dinheiro.”
Botafogo: “Torcedor, infelizmente, o
Jorge Wagner é a única contratação que posso fazer para Libertadores. Ah! O meu
treinador é um cara da minha base.”
Fluminense: “Calma pessoal, a UNIMED
‘tá’ pagando tudo.”
Ok, essa
última já é antiga. E não tão boa assim para o Fluminense. Mas por enquanto (vou
continuar frisando isso que isso pode acabar em dois dias) a verdade é que as
maluquices para tentar trazer medalhões, outro termo que ainda não ouvi esse
ano, não estão sendo feita pela maioria dos clubes. O Corinthians não fechou
com o Cícero por causa do salário, o Flamengo preferiu não fazer a solução
usual e pedir adiantamento de TV para deixar o Elias no time, e o Kalil realmente
disse para ESPN: “Elias?! Ninguém no Brasil tem esse dinheiro.”
Talvez os
clubes estejam sendo dirigidos pela primeira vez por administrações
responsáveis. (Essa é minha pose pensando nisso). Não. Aí é muito para eu desejar. Vou me contentar com: os clubes estão sendo
dirigidos por pessoas que vão aguentar um pouco mais a pressão da torcida por
resultados, mas não sei por quanto tempo. Quanto tempo até um deles pagar um
salário gigante pelo Robinho? Por enquanto, sou um otimista. E vejo um futuro
mais responsável nos gastos com contratações.
Um abraço!


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