10 de dez. de 2013

Kobe Bryant is Back!, com estilo

A NBA é muito boa em transformar jogos em grandes eventos, utilizando o poder do marketing. Aliás, não só a NBA, mas os quatros principais esportes do Estados Unidos, com a NFL, MLB e NHL, e a liga de basquete. 

E dentro da NBA, tem times que conseguem fazer isso mais que outros. E o principal deles é o Lakers, um dos maiores campeões da liga e na cidade na qual Hollywood, a terra das estrelas, pertence. 

Tudo isso para mostrar como foi legal a volta de Kobe Bryant após uma contusão que o tirou dos playoffs o ano passado e do início desta temporada. 


Ok, o Kobe não chegou nem perto de fazer um bom jogo, mas este é o seu primeiro jogo depois de passar pelo tratamento de uma das piores contusões do basquete. 

7 de jun. de 2013

Tony Parker no soar do gongo

Eu não consegui ver o jogo ontem, mas ainda bem que existe YouTube para tirar um pouco do sofrimento de perder essa grande final. Não é o mesmo que assistir ao vivo, mas pelo menos posso ver o talento desses jogadores em ação, com Tony Parker acertando uma cesta ao soar do gongo para (praticamente) dar a vitória para os Spurs. 

Ok, isso acontece várias vezes, acertar no estouro do cronômetro, tudo bem. Mas da forma que foi, lutando, caindo, com a marcação de LeBron James e com a bola saindo da mão dele aos 0,2 segundos, é bom demais. 

Primeiro, assista a versão normal.

Em câmera lenta fica melhor ainda.

E se você quiser ver outros momentos no soar do gongo em finais, acesse esse link.

6 de jun. de 2013

Finais da NBA: eu não arrisco um palpite


Por algum motivo, eu torço contra o Miami Heat. Não sei se é por ser um time muito poderoso ou por ter fãs mauricinhos das praias da Flórida, mas não queria que a maior série de vitórias da história fosse deles, torci pelos Bucks (não tanto, pois eu sabia que era impossível), pelos os (SANGUENOS OLHOS!!!) Bulls e para o Pacers (quaaase). Mas ao mesmo tempo, a melhor final que um fã da NBA poderia querer esse ano, levando em consideração ascontusões, era Heat x Spurs. O time das estrelas contra o time mais bem treinado da liga.

Miami Heat e San Antonio Spurs devem fazer 5, 6, ou (assim espero) 7 excelentes jogos. Porque o Miami tem os melhores jogadores e O melhor jogador, e vem com adrenalina depois de sete disputados jogos contra o Indiana Pacers, e mais, após errar muito dentro do garrafão, deve ter aprendido como evitar esses erros, e mais ainda, o último jogo mostrou que eles aprenderam, passeando por cima do Indiana.

O San Antonio Spurs tem o melhor treinador da liga, que sabe como fazer esse time funcionar. A franquia só venceu campeonatos com ele, além de nunca perderem nas finais. E ele terá a companhia de um trio que o ajudou a vencer três títulos: Parker, Ginobilli e Duncan.

Mas as coisas podem dar errado, e alguém vencer por 4x0 e tirar a alegria de uma final de sete jogos. Porque o Miami Heat chegou aos playoffs com um Wade instável, longe daquele que foi essencial no título da última temporada e na série de vitórias na temporada regular. O único jogo que ele apareceu de verdade, foi o último, no jogo 7 da final da conferência Leste. E o Lebron, mesmo decisivo, precisa dele. Não a toa, esse grande time trabalhou muito para vencer um Bulls desgastado, machucado, sem suas estrelas. Em Cleveland, quando James teve que jogar sozinho, a final que ele alcançou foi justamente com o San Antonio Spurs, e foi justamente o que não queremos: 4x0. Minha opinião, o D-Wade será o termômetro das finais. Se ele jogar bem, Heat na cabeça, se não, eu vou de Spurs.

No lado do San Antonio, a idade pode atrapalhar. Em todos os títulos, Tim Duncan foi peça fundamental, com exceção da última, na qual Parker foi o MVP. Hoje, Duncan não tem tantos minutos de quadra, e Parker chega às finais com contundido. O francês chegou a mostrar fraqueza em alguns jogos da série contra o Golden State Warrios, time de jovens. Até o terceiro dos grandes jogadores do time, Manu, também já não é mais o mesmo sexto homem. Muitas vezes não conseguiu acertar as bolas de três, sua principal característica. Os Spurs vão precisar muitos dos coadjuvantes se quiserem vencer essa série.

Para aqueles que pretendem apostar em quem será o campeão esse ano, eu desejo sorte, porque tenho certeza que não há argumentos claros que possam indicar um favorito. A imprevisibilidade é enorme, mais do que qualquer outra. Mesmo quando a final era Dallas e Heat, o favorito era o time de Miami, embora tenha perdido a série e ficado com o vice-campeonato. No ano passado, um time do Heat mais maduro também era considerado favorito contra um iniciante em finais Thunder. Nesse ano, tudo o que se sabe é que será um grande jogo. 

4 de jun. de 2013

Felipão e os lapsos dos jogadores

O Brasil realmente jogou bem contra a Inglaterra? Tenho minhas dúvidas, apesar de ouvir quase todos os comentaristas elogiando a seleção. Claro que o Brasil atacou mais que o time inglês, até porque jogava em casa e jogava como se valesse três pontos. A Inglaterra jogava como preparação... para as eliminatórias, se pensarmos que os ingleses não estarão na Copa das Confederações.

Mas então o que foi o volume de jogo da seleção brasileira, se não um bom jogo? Eu seriamente acredito que foram lapsos dos bons jogadores. O Neymar é o melhor do Brasil, o Fred é o goleador no Brasil, o Oscar, Lucas, Paulinho, Bernard, Hernanes e, sim, o Hulk também é bom.



Nós temos bons, excelentes, jogadores. Quando vão para jogo, tem grandes chances de fazer boas jogadas, e assim o fizeram contra a Inglaterra. Quando descia o espírito, o Oscar ia pela direita e fazia grande jogada, tanto que foi o melhor do primeiro tempo.

O Hulk também jogou bem, embora ter sido injustamente vaiado. É um jogador com vontade e força, e o futebol ainda é um esporte, e o esporte ainda exige força física. E ele não é um perna de pau.

Hoje, as jogadas do Brasil não são construídas, são intuitivas por causa dos jogadores. Os gols não foram ‘nascendo’ aos poucos, com a pressão. O primeiro se deve ao talento do chute de Hernanes, com o oportunismo de Fred. O segundo se deve ao talento da velocidade e drible de Lucas e de Paulinho como surpresa no ataque, sua principal jogada.

Outra prova de um time mal treinado: a defesa. Nós temos o melhor zagueiro do mundo (Thiago Silva), unido com um dos melhores (David Luiz), e bons volantes, mas conseguimos tomar gol em todos os amistosos, com exceção do contra Bolívia, que não, não, não... não conta.

Ao contrário do ataque, que pode surgir com o talento, a defesa precisa ser treinada, na qual os jogadores agem em conjunto. Se um jogador sai para marcar, o outro cobre, um zagueiro precisa saber como o outro atua, e tudo isso precisa ser treinado.

O que deve ser entendido do texto, embora não tenha mencionado seu nome: o Felipão já não é mais o treinador campeão de 2002. Agora, ele é o treinador que quer o Paulinho jogando o que joga no Corinthians, mas sem dá-lo liberdade. Que coloca o Lucas no banco (sim, falei bem do Hulk no começo. Ele é bom, jogou bem, merece a convocação, mas já está mais do que na hora do Lucas começar um jogo!). Que não colocou o Marcelo como titular...

E que venha a Copa das Confederações, que deve expor todos os erros táticos e de formação de time do Brasil, ou que deve consagrar uma geração de bons, excelentes, jogadores. 

27 de mai. de 2013

‘Tá’ tudo errado

Os torcedores brasileiros tem que conviver com um campeonato que é gerenciado por dirigentes incompetentes.


Abrem-se as cortinas para o Campeonato Brasileiro 2013, um dos melhores do mundo. Por ser disputado, por ser imprevisível, por ser no país do futebol, por... acho que só. Realmente, é um dos melhores do mundo, mas por força da natureza, não pela competência de nossos dirigentes, e essa primeira rodada deixa claro alguns erros do nosso torneio nacional.

Primeiro, por ter datas apertadas, por causa da Copa das Confederações, começou disputando atenção com a final da Liga dos Campeões. Eu fiquei entre assistir o pós-jogo de Bayer x Borussia (com a taça sendo levantada, as análises, os replays) e os jogos de abertura do Brasileirão (?): Vasco x Portuguesa e Vitória x Internacional.

Nem os presidentes dos clubes ficaram no Brasil, segundo a coluna Painel F.C., publicada no dia do jogo. “Grande parte dos presidentes de clubes [...] aceitou o convite e estarão em Wembley.” Eu não os culpo, tem que ser muito demagogo para trocar a possibilidade de assistir ao vivo, no estádio, uma das melhores partidas do ano, por essa rodada inicial quase nula. Você trocaria?

Não existia nem a possibilidade de mexer na tabela, com datas tão apertadas. Nós já estamos praticamente no meio do ano, e só agora a primeira rodada do Campeonato Brasileiro está sendo realizado. Pode isso Arnaldo?

De qualquer forma, tinha que ser esse fim de semana, mas precisava ser dessa maneira? Se a última rodada do torneio pode ser toda ao mesmo tempo, porque não fazer a festa do futebol com dez jogos simultaneamente?  Mas não, ao invés disso, temos os jogos Vasco x Portuguesa e Vitória x Internacional escondidos em um sábado a noite. E ainda tivemos mais escondido ainda os vencedores dos dois maiores campeonato estaduais do país se enfrentando, às 21h.

Para não me alongar, vou direto ao terceiro ponto, e finalizar o texto nele. O nosso maior craque desde Kaká, e o nosso maior craque que mostrou todo o seu potencial no Brasil desde Zico, Neymar foi embora do Brasil vaiado, jogando em casa. Hã? Ah sim, o Santos vendeu o mando de campo e jogou em Brasília.

Para falar a verdade, não parecia estar jogando em casa, com a presença maciça de torcedores do Flamengo. E aí está outro problema. Em um campeonato tão disputado, em que jogar em casa é tão importante, o rubro negro carioca saiu com a vantagem, por jogar ‘em casa’. Podendo considerar dessa forma, o Flamengo teria um mando de campo a mais do que todos os outros times. (Vamos deixar de lado por enquanto a quantidade de oportunidade que o Flamengo perdeu ao (COMO CONSEGUIU?) empatar).

Falei demais? Então vou deixar de lado o esquema de venda de ingressos, a desorganização para entrar nos estádios, os árbitros e suas 31238491235 faltos por jogo, a falta de condição dos gramados, (algumas milhares de linhas depois), e o nível técnico de alguns treinadores... ufa! Cada vez mais um campeonato que poderia ser considerado o melhor do mundo, sofre com a incompetência de cartolas que ainda não aprenderam a fazer futebol. 

20 de fev. de 2013

O peso da camisa




Se me dessem R$ 200 para apostar no resultado do jogo Milan x Barcelona, eu provavelmente jogaria minhas fichas no time do Messi. Quer dizer, eu guardaria R$ 100, e aí assim apostaria o resto no Barcelona, mais seguro, o Milan joga em casa. Mas a vantagem estava claramente no lado espanhol.

Posição por posição? Barcelona. Melhor ataque? Messi. Melhor defesa? Barça de novo. Jogando como equipe? Resposta obvia. Talvez o Milan ganhe na comparação entre a estética das camisas. Esse ano o Barcelona apostou no conceito ‘Cabelo do Neymar’: vamos ver se mesmo feio eu ainda consigo atrair quem goste.

Ainda bem que ninguém me deu a missão de ‘investir’ dinheiro em uma aposta. Aliás, esse é o motivo de porque casa de apostas em futebol deveria ser proibido, e porque tanta gente precisa de esquemas com árbitros e jogadores para garantir o resultado.

Por quê? O Milan ganhou! Como o futebol é emocionante! E não me venha dizer que o Milan jogou como time pequeno, pois jogou como um time italiano, com esquema de marcação perfeito, mas sabe atacar. Lembre-se: foi 2x0. E o rubro-negro chegou perto do gol em outros dois lances no primeiro tempo. Lembre-se²: jogou sem principal atacante, Balotelli.

Sim, sim, sim... como eu disse, o Barcelona tinha tudo para ganhar, só perdia na comparação entre: camisas, e não só na estética, no peso. Camisa pesa. Principalmente em uma competição como a Liga dos Campeões. Vide Manchester City, Chelsea, Arsenal. Explicando.

Manchester City – Dois anos disputando a liga, com time milionário e campeão nacional, mas, nem da primeira fase conseguiu sair.
Chelsea – Ganhou o ano passado, mas depois de alguns anos morrendo na praia. Mesmo vencendo duas vezes o título nacional.
Arsenal – Não venceu o campeonato ainda, mesmo no ano que foi campeão invicto na Premier League.

Não quero nem começar a falar dos Shaktar da vida. Mas posso falar de outros campeonatos. Libertadores. O Corinthians só venceu depois de disputar três vezes seguidas a taça e o Boca Juniors já venceu mesmo com um time mais fraco que os brasileiros. Copa do Mundo. Dezenove edições e apenas oito campeões, isso porque Inglaterra e França só venceram em casa.

Tudo isso pode ser uma mística do futebol, mas Meu Deus como altera a balança. Não que a camisa sempre vença, mas Meu Deus como pode mudar o equilíbrio do jogo. Nesse caso, o Milan e seus 7 títulos da Liga, contra os 4 do Barcelona.

Sim, o Milan venceu por 2x0. Ainda não está classificado, e vai ter que suar ainda mais para segurar o Barça em casa, mas mostrou que com um time mediano (vai, concorda comigo, mediano) dá para vencer um time bem (bem) melhor, basta saber a camisa com que joga.