4 de jun. de 2013

Felipão e os lapsos dos jogadores

O Brasil realmente jogou bem contra a Inglaterra? Tenho minhas dúvidas, apesar de ouvir quase todos os comentaristas elogiando a seleção. Claro que o Brasil atacou mais que o time inglês, até porque jogava em casa e jogava como se valesse três pontos. A Inglaterra jogava como preparação... para as eliminatórias, se pensarmos que os ingleses não estarão na Copa das Confederações.

Mas então o que foi o volume de jogo da seleção brasileira, se não um bom jogo? Eu seriamente acredito que foram lapsos dos bons jogadores. O Neymar é o melhor do Brasil, o Fred é o goleador no Brasil, o Oscar, Lucas, Paulinho, Bernard, Hernanes e, sim, o Hulk também é bom.



Nós temos bons, excelentes, jogadores. Quando vão para jogo, tem grandes chances de fazer boas jogadas, e assim o fizeram contra a Inglaterra. Quando descia o espírito, o Oscar ia pela direita e fazia grande jogada, tanto que foi o melhor do primeiro tempo.

O Hulk também jogou bem, embora ter sido injustamente vaiado. É um jogador com vontade e força, e o futebol ainda é um esporte, e o esporte ainda exige força física. E ele não é um perna de pau.

Hoje, as jogadas do Brasil não são construídas, são intuitivas por causa dos jogadores. Os gols não foram ‘nascendo’ aos poucos, com a pressão. O primeiro se deve ao talento do chute de Hernanes, com o oportunismo de Fred. O segundo se deve ao talento da velocidade e drible de Lucas e de Paulinho como surpresa no ataque, sua principal jogada.

Outra prova de um time mal treinado: a defesa. Nós temos o melhor zagueiro do mundo (Thiago Silva), unido com um dos melhores (David Luiz), e bons volantes, mas conseguimos tomar gol em todos os amistosos, com exceção do contra Bolívia, que não, não, não... não conta.

Ao contrário do ataque, que pode surgir com o talento, a defesa precisa ser treinada, na qual os jogadores agem em conjunto. Se um jogador sai para marcar, o outro cobre, um zagueiro precisa saber como o outro atua, e tudo isso precisa ser treinado.

O que deve ser entendido do texto, embora não tenha mencionado seu nome: o Felipão já não é mais o treinador campeão de 2002. Agora, ele é o treinador que quer o Paulinho jogando o que joga no Corinthians, mas sem dá-lo liberdade. Que coloca o Lucas no banco (sim, falei bem do Hulk no começo. Ele é bom, jogou bem, merece a convocação, mas já está mais do que na hora do Lucas começar um jogo!). Que não colocou o Marcelo como titular...

E que venha a Copa das Confederações, que deve expor todos os erros táticos e de formação de time do Brasil, ou que deve consagrar uma geração de bons, excelentes, jogadores. 

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